
O desembargador aposentado e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Lécio Resende da Silva, morreu com insuficiência respiratória, aos 83 anos, nesta quinta-feira (23/4), em sua residência, na Asa Sul. O magistrado enfrentava, há cerca de seis anos, a Doença de Parkinson, que agravou seu estado de saúde. O velório será realizado nesta sexta-feira (24/4), das 15h às 17h, na Capela 7 do cemitério Campo da Esperança, onde familiares, amigos e autoridades prestarão as últimas homenagens. Após a cerimônia, o corpo será cremado.
Com uma longa trajetória na magistratura, Lécio Resende da Silva construiu carreira marcada por atuação em diferentes âmbitos do Judiciário. Ele foi juiz de direito no Estado de Goiás antes de vir para o Distrito Federal, onde consolidou sua carreira. Ocupou cargos de destaque, como corregedor da Justiça entre 1998 e 2000, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal de 2002 a 2004, e presidente do próprio TJDFT no biênio 2006–2008. O magistrado foi aposentado compulsoriamente em 28 de agosto de 2012, após décadas de serviço público.
Despedidas
Em razão da morte do magistrado, o TJDFT decretou luto oficial de três dias, conforme a Portaria GPR 247, assinada pelo presidente do tribunal, Jair Soares, em um de seus primeiros atos da nova gestão. Durante o período, as bandeiras serão hasteadas a meio-mastro em todas as edificações da Corte.
A morte também gerou manifestações de pesar entre membros do Judiciário. O desembargador Roberval Casemiro Belinati destacou a relevância da trajetória de Lécio Resende. “Recebo com profundo pesar a notícia do falecimento. Foi com ele que tomei posse como desembargador. Ele foi um grande magistrado, exemplo de retidão, equilíbrio e compromisso com a Justiça. Ao longo de sua trajetória, honrou a toga em todos os momentos de sua vida pública, conduzindo-se sempre com dignidade, serenidade e elevado espírito institucional”, lamentou.
Belinati também ressaltou a história institucional deixada por Lécio. "Seu legado permanece vivo na história do TJDFT, nas decisões que proferiu, na liderança que exerceu e no respeito que conquistou entre colegas, servidores e jurisdicionados. Manifesto minha solidariedade aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com sua integridade humana e profissional. Que sua memória siga como inspiração permanente para as atuais e futuras gerações da magistratura”, concluiu.

Cidades DF
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