
O período de maior circulação de vírus respiratórios chegou, e a população aproveitou este sábado (30/5) para atualizar a caderneta de vacinação em diferentes regiões do Distrito Federal. A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) disponibilizou 49 pontos de imunização espalhados por 20 regiões administrativas, oferecendo vacinas contra sarampo, febre amarela, tétano, coqueluche, gripe, dengue e outras doenças.
Pessoas de todas as idades puderam se vacinar em qualquer ponto, independentemente da região onde moram. As doses de rotina são aplicadas conforme faixa etária e grupos prioritários definidos pelo calendário vacinal, incluindo a oferta da vacina contra a dengue para jovens de 10 a 14 anos e imunizantes contra a gripe voltados a públicos específicos, como idosos, crianças pequenas e trabalhadores de diferentes setores.
Na Unidade Básica de Saúde 1 do Cruzeiro Novo, o policial Pablo Barboza, 29 anos, levou a filha Aurora, de 1 ano, para colocar a vacinação em dia. Para ele, a prevenção se tornou ainda mais importante nesse período do ano. "As doenças respiratórias tendem a crescer cada vez mais e, para evitar e minimizar os riscos dela ter alguma doença grave, bronquite, asma, alguma coisa assim, trouxemos ela hoje", explicou.
Segundo Pablo, manter o acompanhamento frequente ajuda a garantir que nenhuma dose fique para trás. "Geralmente a gente traz ela a cada dois meses para conferir se não está faltando nada e atualizar também. E nós, pais, aproveitamos para verificar os nossos próprios cartões de vacina também", contou. Ele também relata que as mudanças no clima já são sentidas no cotidiano da família. "Com essa mudança climática a gente sente o corpo um pouco mais cansado, preguiçoso, devido à gripe", afirmou.
Para o casal Isabel Dalla Barba, 44, psicóloga, e Edmar Galiza, 46, professor, ambos moradores do Sudoeste, a vacina representa um compromisso individual e coletivo. "Sou profissional da saúde, então tenho contato com muitas pessoas. Sempre acreditei na vacina. Ela salva vidas", afirmou Isabel. "Eu me protejo e protejo todos aqueles que estão próximos de mim. No Brasil, vacina é hábito, tem que ser tradição", completou Edmar.
Isabel também destacou que o período exige atenção redobrada. "É importante que a gente não ative surtos tão grandes de influenza, principalmente, para os grupos de risco, ou que ao se contaminarem não seja com tanta gravidade", argumentou.
Quem também aproveitou o momento foi o casal Rosângela de Souza Campello, 70, médica, e Rubaldo Campello, 70, moradores do Sudoeste. Ela explicou que a imunização ajuda a evitar complicações graves que costumam aumentar durante os meses frios. "Nesta época de frio, as doenças respiratórias voltam. Esse tipo de campanha deve ser cada vez mais incentivada. Por conta da covid, muita gente ficou resistente à vacinação", afirmou.
Atenção especial
O infectologista Julival Ribeiro alerta que o cenário atual exige atenção, especialmente entre pessoas mais vulneráveis. "Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz, as doenças respiratórias nesse período estão aumentando muito no Brasil, inclusive a influenza. Dessa forma, é muito importante as pessoas, sobretudo, do grupo de risco, crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas, imunossuprimidas, gestantes, tomarem a vacina para evitar pegar a gripe ou desenvolver complicações graves como pneumonia e até mesmo levar ao óbito", explicou.
O especialista ressalta que as baixas temperaturas favorecem a circulação viral. "Sobretudo agora, na época do frio. Nesse período, as pessoas se aglomeram mais e, com isso, ocorre maior transmissibilidade entre as pessoas. Com isso, você se protege e protege os outros e, sobretudo, se você tiver familiares dentro do grupo de risco em sua casa", concluiu.
De acordo com o meteorologista Olivio Bahia, do Instituto de Meteorologia (Inmet), o tempo fechado deve permanecer nos próximos dias. "Devemos ficar com bastante nebulosidade até o início da semana. Vai depender de cada localidade no DF. Não descartaria um chuvisco até", avaliou. Para quem pretende aproveitar o fim de semana ao ar livre, especialistas recomendam roupas adequadas para o frio e atenção redobrada aos cuidados preventivos, especialmente em locais fechados e com grande circulação de pessoas.

Cidades DF
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