
A despedida de Mariângela Silveira Moreira mobilizou familiares, amigas e integrantes da Rede Feminina, instituição de apoio a pacientes com câncer em situação de vulnerabilidade social atendidos no Hospital de Base de Brasília. Nas redes sociais, mensagens de carinho, saudade e homenagens se multiplicaram, sublinhando o legado de uma mulher lembrada pela alegria e dedicação à causa da prevenção e do tratamento do câncer. Ela tinha 67 anos, não tinha filhos. A causa da morte foi infarto.
Para a psicóloga Maria Eliza Tourinho, 53 anos, sobrinha de Mariângela, a característica mais marcante da tia era a alegria constante. “Minha tia era uma pessoa muito alegre. Essa era a maior característica dela. Dava uma gargalhada bem alta. Nas reuniões de família, era muito difícil ela faltar. Tinha muita habilidade com trabalhos feitos à mão, ela fazia bolsas e necessaires”, recorda.
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Maria Eliza conta que a trajetória de Mariângela junto à Rede Feminina começou após enfrentar um câncer de mama. Depois do tratamento, transformou a experiência pessoal em missão. “Ela teve câncer de mama, depois disso ingressou na Rede Feminina. Ela era muito atuante lá e virou ativista em favor dessa causa da prevenção do câncer de mama e do tratamento”, afirma.
“A morte foi muito repentina. Estamos muito assustados ainda com tudo que aconteceu”, completa.
Entre as amizades construídas ao longo dos anos de voluntariado, ficou a lembrança de alguém que escolhia enxergar esperança mesmo nos momentos difíceis. A aposentada Vanda Tourinho, 58, amiga próxima, descreve Mariângela como alguém que celebrava a vida diariamente.
“Era uma grande amiga. Gostava muito da vida, sempre buscando ver o lado bom das coisas. Não é à toa que ela estava há tantos anos na Rede Feminina de Combate ao Câncer. Ela foi também uma vencedora dessa doença”, diz.
Para Vanda, a despedida acontece acompanhada pela fé e pela memória de tudo o que Mariângela representou para quem conviveu com ela. “A gente acredita que a vida não acaba aqui, é só um deserto pelo qual a gente tem que passar e o melhor ainda está por vir”.
A sobrinha Ana Cristina, 59, dona de casa, relembrou como a tia era amada por todos. "Uma pessoa muito do bem. Gostava de dançar, alto astral, sempre com uma palavra amiga, excelente artesã, e muito amada pelos familiares".
O velório será nesta terça-feira (09/06), das 15h30 às 16h30, no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga.

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