
A grafiteira e artista visual brasiliense Siren dá início, nesta terça-feira (16/6), às comemorações pelos 10 anos de trajetória na arte urbana com a oficina gratuita “Spray na Prática”, voltada a estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB), no Campus Taguatinga.
Realizada das 14h às 18h, a atividade propõe uma imersão nas técnicas do grafite em spray e busca aproximar jovens e adultos da cultura Hip Hop, além de estimular a criatividade e apresentar novas possibilidades de atuação na economia criativa.
Com carga horária de quatro horas, a oficina oferece certificação aos participantes e marca o início do projeto “Fantasia Concreta”, que culminará em uma exposição inédita da artista prevista para outubro, na Galeria Rubens Valentim, do Espaço Cultural Renato Russo.
A mostra reunirá aproximadamente 60 obras produzidas ao longo de uma década de pesquisa e intervenções urbanas. Entre os trabalhos expostos estarão telas, bordados, objetos, instalações interativas e experimentações em diferentes suportes.
Além da exposição e da oficina, o projeto prevê a doação de três obras para espaços públicos e acervos culturais do Distrito Federal. Também será realizada uma campanha de arrecadação de materiais artísticos destinada ao IFB Campus Taguatinga, com o objetivo de incentivar a continuidade de atividades criativas entre os estudantes.
A programação inclui ainda medidas de acessibilidade, como audiodescrição das obras por meio de QR Codes, atendimento especializado para pessoas com deficiência visual mediante agendamento, materiais acessíveis durante a oficina e a presença de intérprete de Libras quando necessário.
A artista Siren
Conhecida por retratar mulheres fortes e resilientes em conexão com a natureza e o território, Siren, nome artístico de Camilla Santos, construiu uma trajetória de destaque na arte urbana brasileira desde 2014. Ao longo da carreira, recebeu o Prêmio Cultura Brasília 60, concedido pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), e lançou o livro “Siren Concreta”, publicado em versões bilíngue e em Braille.
Conduzido por uma equipe majoritariamente feminina e inclusiva, o projeto também aposta na valorização da diversidade e na ampliação do acesso à arte urbana como ferramenta de formação cultural e ocupação criativa dos espaços da cidade.

Cidades DF
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