
Um dos eventos mais democráticos do mundo, a Copa tem o poder de reunir diferentes gerações em torno do propósito de torcer e vibrar pelo Brasil. O pré-requisito é apenas a paixão pelo país e pelo futebol. O Correio traz histórias de veteranos, que já têm diversos mundiais e títulos do Brasil na memória e de novatos, que estão descobrindo agora o sentimento único de torcer pela Seleção Brasileira.
Nascido em 1956, o aposentado André Peixoto Leal, 69 anos, lembra-se com empolgação das Copas de 1958, 1962 e 1966 e também do tricampeonato do Brasil, no Mundial de 1970. "Eu era muito novo, mas já torcia. Lembro na Copa de 1966, eu tinha seis anos, e todo gol do Brasil eu ia para a janela gritar. Meus pais gostavam muito de esportes, e eu vibrava junto. Até então, a gente só ouvia os jogos pelo rádio", recordou.
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"No tri, em 1970, eu já tinha 13 anos e já jogava futebol também. Foi a primeira Copa que vi pela televisão e foi inesquecível, a mais memorável para mim. Alguns jogos vi no clube com os amigos. No primeiro jogo, o Brasil tomou um gol antes de fazer gol e foi um susto, mas no final deu tudo certo. As comemorações eram bem analógicas. Sempre que o Brasil era campeão, as pessoas iam para as ruas. Em 1970, eu fui para o parque de diversões com os amigos e desci no tobogã", relembrou.
As lembranças do Mundial se entrelaçam com as memórias de família de André. "Em 1978, nasceu meu filho. Eu queria que ele já nascesse com o Brasil campeão, mas, infelizmente, não deu naquele ano. Em 1982, eu já tinha meus três filhos, e foi quando passamos a assistir sempre na casa do meu irmão", relatou. "Em 1986, o Zico perdeu um pênalti, lembro até hoje. Ele que nunca perdia, perdeu, e a gente perdeu a Copa, infelizmente", lamentou. "Da Copa de 1990 nem lembro muito, mas a de 1994 foi para lavar a alma. Assistimos aos pênaltis de mãos dadas, alguns ajoelhados, foi uma farra. Quando o Brasil ganhou, fui dar uma volta na cidade com uma bandeira no carro", contou. "Em 2026, eu acredito que o Brasil vai ser, sim, campeão", apostou André.
A aposentada Sonia Cardoso, 72, também guarda várias Copas do Mundo na memória. "As que mais me marcaram foram as que o Ronaldo Fenômeno jogou. O Brasil vibrava, era aquela emoção. Em 2002, a Seleção do penta desfilou em carro aberto aqui em Brasília, no Eixo Monumental, e foram recebidos pelo presidente no Palácio do Planalto. Foi uma memória inesquecível", destacou. "Para mim, a Copa representa união, o brasileiro se une para torcer, todo mundo na mesma energia positiva, é muito gostoso. O brasileiro é bem festivo, e na Copa do Mundo fica mais", completou.
Descoberta
Nascida em 2022, a pequena Laurinha, de 4 anos, está conhecendo agora a alegria de torcer pelo Brasil, e os pais, Natália Pinheiro e Mac Ronald, têm vibrado a cada descoberta. "Na Copa de 2022, ela tinha apenas sete meses. Agora, ela tem entendido melhor. Ela ama o lado festivo de se enfeitar, se vestir com as cores do Brasil, se reunir com a família para torcer. Ela ama uma festa", contou a mãe.
"Já levamos a Laurinha algumas vezes ao estádio para assistir a jogos, então, de início, ela ficou frustrada porque não ia ver o jogo ao vivo, mas depois ela entendeu que a torcida acontece de onde estamos. No último jogo, reunimos amiguinhos dela aqui em casa e ela ficou toda feliz, porque entendeu que a Copa é uma oportunidade de estar perto dos amigos, apesar de dizer que não entende nada de futebol", acrescentou.
Desde o berço
"Uma criança que ama futebol e brinca com a bola." Essa é a descrição de Arthur, 6 anos, no perfil do Instagram criado pela mãe, Talita Viegas. O pai da criança, Gustavo Viegas, é apaixonado por futebol desde criança e transferiu a paixão ao filho. "O meu esposo é apaixonado por futebol desde criança. Já foi campeão brasiliense de futsal, respira futebol. Chegamos a assistir à Copa na Rússia em 2018. E com Arthur não seria diferente, ele simplesmente ama futebol, já cresceu gostando, ele é canhotinho e adora jogar também", contou a mãe.
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Esta é a segunda Copa do Mundo de Arthur. Na primeira, ele tinha 2 anos, mas já torcia. "Ele assiste com a gente, ama a Copa. Falta apenas uma figurinha para completar o álbum. Ele é superenvolvido", disse Talita. "O que ele mais gosta é de aprender o nome dos jogadores. Sabe o dos melhores e não torce só pelo Brasil, mas para todos que jogam bem. É super fã do Haaland e do Cristiano Ronaldo. O tema do aniversário dele de 5 anos, que aconteceu no ano passado, foi o Haaland", finalizou.

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