Quadrilha de furto

Suspeitos de integrar quadrilha de furto de Hilux e SW4 no DF são presos

Segundo a polícia, os investigadores identificaram a caminhonete usada pelo grupo em pelo menos dois furtos registrados no início de junho

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu dois homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada no furto de caminhonetes Toyota Hilux e SW4. A ação ocorreu durante a operação Caiçara, deflagrada entre 3 e 4 de junho, e faz parte de uma investigação sobre uma rede que atua no roubo de veículos de alto valor para abastecer esquemas de desmanche, receptação e transporte interestadual.

Segundo a polícia, os investigadores identificaram a caminhonete usada pelo grupo em pelo menos dois furtos registrados no início de junho. Ao tentarem abordar os ocupantes do veículo, os agentes deram início a uma perseguição pelas ruas do Riacho Fundo. De acordo com a corporação, os suspeitos trafegaram em alta velocidade e realizaram manobras consideradas perigosas.

Os ocupantes abandonaram o veículo e tentaram fugir a pé. Um deles foi preso no local. Dentro da caminhonete, os policiais encontraram uma arma de fogo de uso restrito com a numeração raspada. O segundo suspeito foi localizado cerca de seis horas depois, em Samambaia.

A investigação também levou à recuperação, em 8 de junho, de uma das caminhonetes furtadas pela quadrilha. No veículo usado pelos suspeitos, foram encontrados objetos pertencentes a vítimas dos crimes investigados.

Os presos têm 28 e 33 anos. Um deles é do Maranhão. Eles foram autuados por associação criminosa, furto qualificado de veículo automotor, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e direção perigosa. As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas durante audiência de custódia.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava equipamentos eletrônicos para burlar os sistemas de segurança dos veículos. A suspeita é que as caminhonetes fossem enviadas para outros estados, onde poderiam ser desmontadas para venda de peças, adulteradas ou destinadas a outras atividades criminosas.

A corporação afirma que os furtos de modelos Toyota Hilux e SW4 se tornaram um problema recorrente em diversas regiões do país. Os veículos, avaliados entre R$ 300 mil e R$ 450 mil, são alvo frequente de quadrilhas devido ao alto valor de revenda de peças e à demanda no mercado ilegal.

As investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema e eventuais responsáveis pela receptação, adulteração e comercialização dos veículos furtados.

 

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