Na manhã desta sexta-feira (26/6), Hilcimar Lopes da Silva, comparsa do criminoso conhecido como Vampiro do Itapoã, foi preso após ser identificado pelo sistema de monitoramento de câmeras da Rodoviária do Plano Piloto. O homem, de 41 anos, foi condenado a 15 anos de prisão, e cumpria regime semiaberto.
Segundo o delegado de plantão da 5ª DP (Asa Norte), Sérgio Bautzer, Hilcimar descumpriu a ordem para voltar à unidade prisional, o que gerou o alerta pelo sistema de monitoramento. “Ele foi recapturado pela polícia e permanece na carceragem da 5ª DP à disposição da Justiça”, disse.
Hilcimar foi localizado no mezanino do terminal rodoviário enquanto carregava o telefone. “Ele não apresentou nenhum tipo de resistência enquanto era abordado e conduzido à DP”, afirmou Bautzer.
Apesar de não ter resistido à prisão, o homem tentou enganar os policiais, informando o nome de seu irmão, mas não sabia dados básicos como CPF, data de nascimento e telefone. Durante a busca em seus pertences, a identidade de Hilcimar foi localizada.
Relembre o caso
Em maio de 2019, Heraldo José de Carvalho, à época com 43 anos, foi morto pelo trio comandado por Eduardo de Araújo Conceição, conhecido como o Vampiro do Itapoã. O corpo de Heraldo foi encontrado em uma manilha de escoamento da chuva, próximo à Quadra 378 do Itapoã.
O crime brutal chocou o DF. As investigações da época revelaram que o crime teve uma motivação banal. Heraldo fora contratado por Eduardo para construir uma cerca em seu lote. Como pagamento, a vítima recebeu duas pedras de crack. Heraldo consumiu a droga, mas não realizou o serviço.
Inconformado, Eduardo começou a cobrar a realização do serviço. No dia 11 de maio de 2019, encontrou Heraldo acompanhado de outros homens e exigiu novamente que o trabalho fosse feito. Diante da negativa da vítima, decidiu que ela morreria.
A mando de Vampiro, um comparsa adolescente desferiu diversos golpes de barra de ferro na cabeça de Heraldo. Um outro comparsa também participou das agressões, e um terceiro incentivava a violência. Hilcimar participou das agressões e da ocultação do cadáver.
Durante os depoimentos, uma testemunha afirmou que, logo após o assassinato, Eduardo e o adolescente beberam o sangue da vítima. Segundo os vizinhos, Eduardo tinha o costume de matar animais de pequeno porte para consumir o sangue. Ele também já tinha revelado o desejo de consumir sangue humano para vizinhos.
Eduardo de Araújo foi condenado a pena de 21 anos e cinco meses de reclusão por homicídio qualificado por motivo fútil e por empregar meio cruel, além de ocultação de cadáver. Francisco de Araújo foi punido com 13 anos de reclusão por homicídio qualificado por motivo fútil e por empregar meio cruel. Hilcimar Lopes foi condenado a 16 anos de reclusão por homicídio qualificado por meio cruel e ocultação de cadáver.
