Operação

Quadrilha usava deepfake de famosos e vendia remédio para disfunção erétil

Grupo criminoso do DF é alvo de busca e apreensão por usar imagens e áudios forjados de deepfake de famosos para enganar vítimas em todo Brasil para venda de supostos medicamentos para tratar de disfunção erétil

O golpe tinha por ponto central o uso indevido e não autorizado de imagens,
voz e identidade de cantores e jornalistas famosos em vídeos fraudulentos divulgados
em redes sociais -  (crédito: Divulgação/PCDF)
O golpe tinha por ponto central o uso indevido e não autorizado de imagens, voz e identidade de cantores e jornalistas famosos em vídeos fraudulentos divulgados em redes sociais - (crédito: Divulgação/PCDF)

Por Luiz Francisco*

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou, nesta manhã de terça-feira (18), um grupo criminoso que usava imagens e áudios forjados de deepfake de famosos para enganar vítimas em todo Brasil para venda de supostos medicamentos para tratar de disfunção erétil. As investigações iniciaram por meio da Operação Ilusão Digital, deflagradas pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor).

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Segundo as autoridades, as imagens eram modificadas por meio de deepfakes, tecnologia da inteligência artificial capaz de figurar as ações de uma pessoa real a partir do treinamento de modelos com imagens e áudios coletados da exposição pública. Nos vídeos fraudulentos e divulgados nas redes sociais, os rostos e as vozes dos famosos eram utilizados para simular um depoimento pessoal, do qual relatariam sofrer de disfunção erétil e recomendaria um produto de suposto tratamento natural.

Diante da aparente confiabilidade dos comentários das pessoas famosas, as vítimas eram induzidas a erro e acabavam por comprar os produtos na internet. As investigações comprovaram vendas e entregas dos itens às vítimas do Distrito Federal, do qual não se sabe quais são, de fato os componentes e os possíveis riscos à saúde. 

Através da análise de vestígios cibernéticos e financeiros do crime, as autoridades identificaram um dos suspeitos que teria agido no golpe, que foi localizado em Guarulhos (SP). Em apoio da Polícia Civil de São Paulo, as equipes cumpriram um mandado de busca e apreensão em uma casa na cidade, onde foram apreendidos diversos dispositivos digitais que serão encaminhados à perícia.

A depender da conclusão investigativas, os autores poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado por meio eletrônico, comercialização ilegal de medicamentos e falsidade ideológica. A pena máxima pode chegar até 28 anos de reclusão.

*Estagiário sob a supervisão de Luiz Felipe

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postado em 18/08/2026 08:57 / atualizado em 18/08/2026 10:03
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