
O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo PT, Leandro Grass, defendeu a conciliação entre a responsabilidade fiscal e a responsabilidade social como o caminho para solucionar um déficit de R$ 5 bilhões nas contas públicas da capital, valor que não inclui a situação do Banco de Brasília (BRB).
Em sua manifestação no 6° Encontro Nacional de Lideranças, ele destacou que a reestruturação das carreiras públicas e a valorização dos servidores serão viabilizadas por meio de planejamento rigoroso, captação de investimentos externos e reequilíbrio tributário.
Para sustentar a recuperação das contas e o investimento no funcionalismo, Grass propõe a aplicação de um planejamento de execução rígido focado no cumprimento de metas para a reestruturação de carreiras.
Ele criticou a atual gestão do GDF, afirmando que o governo teve as melhores condições financeiras devido ao aumento do fundo constitucional e à venda da Companhia Energética de Brasília (CEB), mas que entrega serviços públicos precários em saúde, educação e segurança, além de deixar um déficit bilionário.
O plano do postulante para a atração de receitas externas baseia-se na busca por recursos federais e internacionais. Grass criticou o governo por não articular a absorção de investimentos oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nem buscar financiamentos externos.
O candidato propõe parcerias público-privadas (PPPs) em articulação direta com o setor produtivo. A estratégia prevê a desburocratização do ambiente de negócios e do licenciamento de empresas para estimular a nova economia e aumentar a arrecadação de Brasília de forma orgânica, sem a necessidade de elevar impostos para a população.
Como medida central de justiça fiscal, Leandro Grass detalhou sua intenção de reequilibrar a atual política de renúncia fiscal do Distrito Federal, estimada em R$ 3 bilhões. Segundo ele, o modelo vigente beneficia grandes fortunas enquanto penaliza os cidadãos com uma das maiores cargas tributárias do país sobre itens da cesta básica que não foram desonerados pela atual gestão, como pão, leite, café e carne.
“Esse governo desonerou milionários com três bilhões em renúncias, enquanto o povo paga impostos altíssimos em itens essenciais como pão, leite, café e carne, porque a cesta básica não foi desonerada”, assinalou Grass.
A proposta prevê que os incentivos e renúncias fiscais sejam reformulados e direcionados exclusivamente a empresas que apresentem contrapartidas sociais concretas. A intenção é condicionar os benefícios fiscais à oferta de vagas para o primeiro emprego, ações de incentivo à empregabilidade feminina e investimentos reais na infraestrutura da cidade.

Cidades DF
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