Estelionato

Dois são presos por golpe do falso aluguel; prejuízo chega a R$ 65 mil

Operação Locação Fantasma desarticulou grupo suspeito do crime. Investigação identificou 39 ocorrências neste ano, com prejuízo superior a R$ 65 mil

A promessa de um imóvel com preço abaixo do mercado foi a forma que uma quadrilha usou para esconder uma armadilha. Investigados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) teriam usado anúncios e negociações em plataformas digitais para aplicar o chamado golpe do falso aluguel, deixando dezenas de vítimas sem o imóvel e sem o dinheiro. A Operação Locação Fantasma resultou na prisão de dois suspeitos.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) identificaram 39 ocorrências somente em 2026, com prejuízo superior a R$ 65 mil. Segundo a polícia, o grupo também teria feito vítimas em outros estados.

De acordo com o delegado Pedro Sardá, os criminosos apostavam em preços atrativos. “Ofereciam imóveis para locação por valores atrativos ou abaixo da média de mercado, estratégia utilizada para acelerar a decisão das vítimas e dificultar uma verificação mais cautelosa sobre a autenticidade da negociação.”

Para tornar a fraude mais convincente, os suspeitos encaminhavam contratos falsificados às vítimas. Segundo o delegado, os documentos apresentavam assinaturas eletrônicas pelo SOU.GOV, criando a aparência de uma contratação legítima.

O golpe geralmente começava com o anúncio de um imóvel para aluguel por um valor considerado vantajoso. Depois de iniciar a negociação, os criminosos solicitavam pagamentos antecipados, como reserva, caução ou aluguel.

Após receber o dinheiro, porém, o contato era interrompido. As vítimas ficavam sem acesso ao imóvel e sem conseguir recuperar os valores pagos. Em alguns casos, segundo a PCDF, o prejuízo afetou planos familiares, profissionais e até viagens programadas.

Diante do risco de novas vítimas, a PCDF solicitou à Justiça a prisão dos investigados e o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo e localizar novas vítimas. Os presos podem responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e falsificação de documento. Somadas, as penas dos crimes podem chegar a 16 anos de reclusão, além de multa.

Cautela

A PCDF orienta que consumidores tenham cautela antes de transferir qualquer quantia para garantir um imóvel anunciado na internet. Ofertas muito abaixo do preço praticado na região devem ser encaradas com desconfiança.

A corporação recomenda confirmar a identidade do locador, verificar se o imóvel realmente existe e checar a regularidade da propriedade e do contrato antes de efetuar pagamentos.

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