
O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Ricardo Cappelli (PSB), defendeu neste domingo (6/9), durante panfletagem no Choro no Eixo, na Asa Norte, a democratização e descentralização da cultura como pilares de sua gestão. A principal meta é transferir o foco dos investimentos da área central para as demais regiões administrativas (RAs).
Para sustentar o setor, o candidato propõe estabelecer um financiamento constante e a implementação do orçamento participativo. Por meio desse mecanismo, os próprios conselhos locais decidirão a aplicação das verbas para garantir a criação e manutenção de equipamentos públicos.
No campo da infraestrutura, o plano de governo prevê a reforma do Cine Itapuã, no Gama, a retomada do Complexo Cultural de Samambaia e novos espaços em Sobradinho e no Recanto das Emas. Cappelli critica a concentração dos investimentos no centro da capital.
“Não é possível que os trabalhadores tenham que enfrentar duas horas de ônibus todos os dias para vir trabalhar e, no final de semana, quando desejam ter acesso à cultura, tenham que ficar novamente uma ou duas horas nos ônibus para vir para a cidade”, declarou Cappelli.
Uma das propostas centrais para a Ceilândia é a criação do Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga, um pólo permanente inspirado no modelo do Rio de Janeiro. O candidato criticou a gestão de eventos tradicionais na região, citando a transferência e a alteração do São João do Cerrado.
“Eu vou criar na Ceilândia um Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga, um centro permanente cultural igual ao que tem no Rio de Janeiro para valorizar a cultura daqueles que vieram para cá construir e forjar essa cidade”, afirmou.
Resgate histórico e inovação
Quanto ao patrimônio histórico, o plano inclui a revitalização do Museu Histórico de Planaltina, local que guarda registros da expedição que demarcou o quadrilátero do DF e o obelisco da Pedra Fundamental. O candidato lamentou o atual estado de abandono do espaço e ressaltou a importância da preservação cívica.
A estratégia pedagógica prevê integrar as escolas da rede pública a visitas guiadas ao acervo e aos marcos de Planaltina, unindo o aprendizado escolar ao conhecimento das origens da capital federal.
“A juventude não quer mais visitar museus estáticos, tem que ter um museu com vídeos, com hologramas, com interações. Tem que ser um museu vivo”, destacou Cappelli sobre a modernização necessária para engajar os estudantes.

Cidades DF
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