José Roberto Arruda (PSD) apresentou, nesta quinta-feira (17/9), um conjunto de propostas voltadas à reestruturação da mobilidade urbana, ampliação da rede de saúde e corte de gastos administrativos. O candidato ao GDF sustentou que a atual administração sofre com o inchaço da máquina pública e a estagnação de investimentos estruturantes.
Em uma capital com quase 3 milhões de habitantes e 2,2 milhões de veículos, o ex-governador defendeu que sua experiência prévia o credencia a aplicar um "choque de gestão". Na mobilidade urbana, projetou quatro novas linhas de metrô e a via Interbairros, além de defender uma auditoria nos contratos do transporte coletivo e o fim dos subsídios bilionários.
“Vou mudar o sistema de remuneração do transporte coletivo, vou fazer nova licitação, não mais como é hoje por quilômetro rodado, porque o ônibus andava vazio e ganhando o mesmo dinheiro, no meu governo não, era por passageiro transportado”, afirmou Arruda no DFTV, da Globo.
Na saúde pública, o candidato projetou a construção de cinco novos hospitais e a criação de um centro de cirurgias eletivas nas instalações do Centro Administrativo (Centrad). Prometeu ainda a nomeação de concursados e reajustes salariais para atrair e reter profissionais na rede pública.
O financiamento das obras e o custeio de pessoal seriam viabilizados pela economia de R$ 1,1 bilhão com aluguéis, além da redução de secretarias de 37 para 18 e do corte de cargos comissionados.
“No governo de Brasília tem mais cargo comissionado do que no governo federal pro Brasil inteiro, o governo de Brasília é perdulário, é inchado, consome grande parte da verba para o seu próprio sustento e aí não sobra dinheiro para investimento”, destacou o candidato.
Na educação, propôs nomear concursados e expandir as escolas de tempo integral de 30 para 200 unidades. Na segurança, prometeu reativar 300 postos comunitários com policiais da reserva, reforçar a iluminação e eliminar indicações políticas nas corporações. Na assistência social, defendeu mover o Centro Pop da Asa Norte para áreas distantes e reforçar o acolhimento com passagens aos estados de origem.
“Eu vou fazer internação involuntária sim, só que humanizada, são seres humanos, ainda que dependentes de drogas e ainda que estejam cometendo crimes, são seres humanos e serão tratados como tal, mas aqui não é a casa da mãe joana, não”, disse Arruda sobre a população em situação de rua.
Ao abordar o cenário jurídico e fiscal, ressaltou que cumpriu 16 anos afastado da gestão pública e alegou que as provas da Operação Caixa de Pandora foram anuladas na esfera penal pelo TRE, mantendo recursos na Justiça para assegurar sua candidatura. No BRB, propôs fechar 19 agências fora do DF e redirecionar R$ 8 bilhões do FCO para o banco.
O candidato enfatizou ainda que, em um orçamento do DF que cresceu para R$ 75 bilhões, a eficiência na gestão de recursos é o elemento decisivo para reorganizar as contas e restaurar os serviços públicos da capital.
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