INVESTIGAÇÃO

Quem é o casal que comandava furtos de Hilux no DF

Anderson e Andresa levavam uma vida de luxo na capital federal com o dinheiro oriundo dos furtos, aponta investigação

O casal Anderson Rodrigues e Andresa Tayna mantinha uma vida de luxo com o dinheiro de furtos de caminhonetes -  (crédito: Redes Sociais)
O casal Anderson Rodrigues e Andresa Tayna mantinha uma vida de luxo com o dinheiro de furtos de caminhonetes - (crédito: Redes Sociais)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) chegou ao encalço do líder da organização criminosa que comandava um esquema altamente lucrativo de furtos à caminhonetes Toyota Hilux e SW4. Anderson Rodrigues e a namorada, Andresa Tayna, foram alvos da operação Rota 060 na manhã desta quinta-feira (8/10). A ofensiva cumpriu outros oito mandados de prisão e 10 de busca e apreensão no DF e em Goiás.

Anderson e Andresa levavam uma vida de luxo na capital federal com o dinheiro oriundo dos furtos, apontou a investigação conduzida pela Coordenação de Crimes Patrimoniais (Corpatri). O grupo comandado por Anderson cometeu ao menos 11 furtos de veículos de alto valor entre julho de 2025 e agosto de 2026.

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Enquanto Anderson gerenciava todo o esquema, definia as operações e encabeçava os furadores, Andresa alugava os veículos de apoio para a prática criminosa. Os dois foram presos.

Investigação

A apuração começou após a prisão, em agosto, de integrantes envolvidos no furto de uma Hilux retirada das proximidades do Residencial Park Sul Prime, no Guará, em 8 de agosto. Policiais da Corpatri acompanharam o deslocamento da caminhonete e conseguiram interceptá-la antes que deixasse o Distrito Federal. Um segundo veículo, usado para dar apoio à ação, também foi apreendido.

Os envolvidos foram presos em flagrante. A partir deles, os investigadores identificaram outros integrantes da organização.

De acordo com a polícia, a quadrilha tinha uma estrutura dividida em núcleos. No topo estavam os responsáveis pelo planejamento dos furtos, pelo comando e pela destinação dos veículos. Na base, atuavam executores, responsáveis pela vigilância e escolta, além de integrantes encarregados da ocultação, adulteração e transporte das caminhonetes.

O grupo utilizava equipamentos eletrônicos para burlar os sistemas de segurança dos veículos. Após os furtos, as caminhonetes eram levadas para locais de ocultação temporária, chamados pelos investigadores de pontos de “esfriamento”. Depois, tinham os sinais identificadores adulterados e eram reinseridas no mercado clandestino.

A investigação também identificou negociações de veículos em troca de entorpecentes.

A polícia ainda não informou o número de presos nem os objetos apreendidos. Os dados serão divulgados após o encerramento das diligências.

Os investigados podem responder por organização criminosa, furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

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postado em 08/10/2026 08:59
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