
De acordo com informações do delegado Ataliba Neto, da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), a corrida por app ocorreu por volta das 2h40 às 2h50 - (crédito: Davi Cruz/CB/DA Press)
Um motorista de aplicativo que transportou Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos, até as proximidades da casa onde Larissa Rodrigues de Paula e Arlandson de Sousa Alves, conhecido como Alan Tons, foram mortos relatou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ter ouvido disparos pouco depois de deixar o passageiro no local. O depoimento e os áudios enviados pelo motorista a um amigo ajudaram os investigadores a identificar o segundo suspeito do duplo homicídio ocorrido na madrugada de domingo (11/10), na QNM 22, em Ceilândia.
De acordo com informações do delegado Ataliba Neto, da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), a corrida por app ocorreu por volta das 2h40 às 2h50. “Ele perguntou pra o motorista o que que ele faria se soubesse que tinha um cara dando em cima da sua mulher. E que ele estava levando um presente pra esse amigo. E mostrou uma arma de fogo com dois carregadores”, relatou o delegado.
Após deixar o passageiro, o motorista começou a enviar áudios a um amigo contando o que havia acabado de acontecer. Durante a gravação de uma segunda mensagem, os disparos foram captados. “Durante o áudio ele ainda comentou: ‘Rapaz, acho que ele matou mesmo’”, afirmou Ataliba.
Identificação
Com o depoimento, os áudios e imagens de câmeras de segurança, os investigadores conseguiram reconstruir parte do trajeto e confirmar a identidade do passageiro. A equipe também obteve os dados da corrida, incluindo o local de origem, o destino e o percurso realizado. “Conseguimos os dados comprovando que realmente era o Tancredo”, disse o delegado.
Segundo Ataliba, as imagens mostram o suspeito desembarcando do veículo e indo em direção ao lote onde o casal morava. A polícia também conseguiu registros que mostram o homem deixando o local após o crime.
Prisão
Com os elementos reunidos, a polícia solicitou à Justiça a prisão temporária de Tancredo e um mandado de busca na residência dele. O suspeito foi localizado no trabalho, em uma loja de Vicente Pires, nesta quarta-feira (14/10).
Na casa dele, os investigadores não encontraram a arma utilizada no crime, mas apreenderam roupas semelhantes às que aparecem nas imagens do homem que desembarcou do carro de aplicativo. As peças estavam na máquina de lavar e serão submetidas à análise pericial. “É uma blusa escura e uma calça jeans também escura, muito semelhantes às usadas no crime”, explicou Ataliba.
A polícia investiga se Tancredo executou o casal com a participação de João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, de 22 anos, preso desde domingo (11/10). Uma das hipóteses é que João Victor tenha fornecido a chave do imóvel para facilitar a entrada do executor.
Segundo Ataliba, durante a corrida, Tancredo teria afirmado que estava com a chave da casa. “Estamos investigando se ele obteve essa chave da casa com o João Victor”, disse.
A participação exata de João Victor ainda está sob investigação. A polícia busca esclarecer se ele estava no imóvel no momento dos assassinatos ou se ajudou a planejar o crime.
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Por Davi Cruz*
postado em 14/10/2026 17:05
Cidades DF
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