
O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) e atual Imperador da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, Thales José Jayme, teve que pedir desculpas publicamente após um comentário de teor hostil contra o Partido dos Trabalhadores (PT) em uma rede social. A retratação ocorreu na sequência de uma forte reação de cidadãos locais e do posicionamento da própria seccional da OAB.
O episódio teve início após Thales José Jayme comentar em uma publicação sobre uma manifestação política promovida pela legenda. Na ocasião, Thales escreveu: “Se colocar tudo no saco e jogar no rio, o prejuízo é a perda do saco”. A declaração motivou uma nota oficial de repúdio por parte do Diretório Municipal do PT de Pirenópolis, publicada na última quinta-feira (29/10).
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No documento, o partido classificou o comentário como de “extrema gravidade”, apontando que a fala incentiva a intolerância e a desumanização contra militantes e eleitores em função de suas convicções políticas. “A figura do Imperador da Festa do Divino Espírito Santo representa fé, paz, devoção e união entre os pirenopolinos. Discursos que propagam o desrespeito e o ódio ferem diretamente os valores dessa tradição tricentenária e o espírito democrático”, manifestou o PT municipal na nota.
Diante da repercussão negativa, Thales José Jayme divulgou um comunicado oficial para se retratar pelo ocorrido. “Peço desculpas a toda a sociedade pelo comentário publicado nas redes sociais. A manifestação não reflete o posicionamento da OAB-GO e não tem qualquer relação com a instituição – que reúne pessoas com distintas convicções.” Afirmou ainda seu “repúdio a todas as formas de violência” e o respeito ao direito de escolha política. Atualmente, o perfil dele encontra-se privado.
A OAB-GO também se pronunciou publicamente sobre o caso, enfatizando que opiniões pessoais de membros de sua gestão não expressam o posicionamento oficial da entidade. Em nota, a seccional declarou ser “contrária a toda e qualquer forma de intolerância e hostilidade, venha de onde vier”, ressaltando que a defesa do Estado Democrático de Direito exige a convivência civilizada entre pensamentos divergentes.
A instituição reforçou que as divergências políticas devem ser debatidas estritamente no campo das ideias, sem recorrer a ofensas ou extremismos. Ao concluir o posicionamento, a Ordem reiterou o compromisso de seguir firme “na defesa da Constituição e da pacificação do debate público”.
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