Saúde Sexual

Informações importantes para saber antes de tomar pílula do dia seguinte

Ginecologistas explicam prazos, eficácia, riscos de falha e efeitos colaterais do contraceptivo de emergência após relações sem proteção

Método não é abortivo e não substitui anticoncepcionais regulares -  (crédito: Freepik)
Método não é abortivo e não substitui anticoncepcionais regulares - (crédito: Freepik)

Após a folia do carnaval, a pílula do dia seguinte pode surgir como uma aliada para evitar uma gravidez não planejada. O medicamento funciona como método contraceptivo de emergência em situações como rompimento do preservativo, ausência de proteção e em casos de violência sexual, explica Ana Paula Beck, ginecologista do Einstein Hospital Israelita.

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Indicada para uso pontual e o quanto antes após a relação, a medicação atua principalmente inibindo ou atrasando a ovulação, mas não substitui métodos regulares nem protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). “Quanto mais cedo for administrada, maior a eficácia”, resume Ana Paula. “O levonorgestrel é mais eficaz até 72 horas, mas pode ser usado até 120 horas, com redução da eficácia após 72 horas”.

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O uso da pílula, no entanto, pode resultar em efeitos colaterais desagradáveis. Entre eles, a especialista exemplifica náusea, vômito, dor abdominal do tipo cólica, cefaleia, fadiga e alterações menstruais. “Sintomas leves são considerados normais; se ocorrer vômito em até 2 horas após a ingestão, recomenda-se tomar novamente”, orienta. 

Caso tomada tardiamente ou em um período próximo à ovulação, a pílula pode falhar. “O risco de falha é maior com levonorgestrel em mulheres com IMC > 30 kg/m²”, acrescenta a ginecologista. Pessoas com sobrepeso ou obesidade ainda podem apresentar resistência ao remédio.  

Ana Paula destaca que o uso regular da pílula do dia seguinte não é recomendado. Os prejuízos contemplam irregularidade menstrual temporária, mas sem impacto a longo prazo. 

Lívia Salvador Geo, ginecologista e obstetra da Rede Mater Dei de Saúde, complementa que o uso da pílula não agrava riscos de trombose quando comparada aos anticoncepcionais de rotina. “Não há nenhuma contraindicação absoluta ao uso do medicamento, exceto em casos de gestação confirmada ou suspeita”, descreve. Vale ressaltar que a pílula do dia seguinte não é abortiva, atuando antes de ocorrer a fertilização. 

O sangramento de escape também integra os sintomas resultados da ingestão do método, mas não certifica o efeito. “Apenas o teste negativo confirma que não houve uma gravidez”, Lívia desmistifica. 

Embora seja um recurso seguro e eficaz quando utilizado corretamente, a pílula do dia seguinte deve ser encarada como solução emergencial, e não como método contraceptivo regular, reforçam as especialistas.

 

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postado em 19/02/2026 16:05
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