
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, usou as redes sociais para desmentir informações falsas que associam a bronquiolite infantil à problemas emocionais ou conflitos familiares.
A reação começou após a terapeuta Maiucha Belavenuto afirmar, durante uma entrevista no podcast Mil Grau, que crianças de até 7 anos não adoecem, mas sim espelham o comportamento dos pais. Como exemplo ela cita a bronquiolite que, segundo ela, é apenas “bronca”, afirmando que a doença é apenas um reflexo de problemas em casa. “Bronquiolite é bronca. Seu filho tá com bronca das brigas que você tá tendo com seu marido”, diz ela.
Padilha foi a público desmentir a informação e disse que “não é bronca, é vírus”. O ministro explicou que a bronquiolite é uma infecção respiratória causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), altamente contagioso e transmitido pelo ar, e não tem qualquer relação com o ambiente psicológico da criança ou dos pais.
A bronquiolite causa inflamação nos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões, e acúmulo de muco, dificultando a respiração. A transmissão ocorre pelo contato direto com secreções respiratórias contaminadas, como espirros, tosse, superfícies infectadas e mãos não higienizadas.
Embora comece com coriza, pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e internação, especialmente em recém-nascidos e bebês de até dois anos, sendo a principal causa de hospitalização por infecção respiratória nessa faixa etária
Após a afirmação da terapeuta, diversos médicos e cientistas se juntaram ao ministro para divulgar vídeos e posts dando a informação correta sobre a doença, que afeta principalmente bebês e crianças. O consenso geral entre eles é para que os pais sempre busquem pela informação correta, pesquisando e consultando médicos, e nunca acreditar em qualquer coisa vista na internet.
- Leia também: Vacinação reforça a luta contra a bronquiolite no DF
Padilha também reforçou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece proteção contra o vírus por meio da vacinação de gestantes, estratégia que permite que os bebês já nasçam com anticorpos contra a doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início da campanha nacional de vacinação, mais de um milhão de gestantes já foram imunizadas. A pasta também destaca que, enquanto a vacina pode custar entre R$1.500 a R$2.000 na rede privada, ela é oferecida gratuitamente pelo SUS.
O ministro ainda alertou para os riscos da desinformação, destacando que a divulgação de conteúdos falsos pode prejudicar campanhas de vacinação e comprometer a proteção das crianças.

Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde