EVOLUÇÃO

Fóssil de 518 milhões de anos revela a origem das presas de aranhas

Achado na China mostra como um ancestral marinho desenvolveu as estruturas que, milhões de anos depois, tornariam os aracnídeos predadores temíveis

Cientistas identificaram em um fóssil de 518 milhões de anos a evidência mais antiga das quelíceras, estruturas que deram origem às presas das aranhas. A descoberta, feita a partir de um espécime chamado Urokodia, oferece informações cruciais sobre a evolução inicial desse grupo de animais.

O fóssil foi encontrado no sítio de Chengjiang, na China, por pesquisadores da Universidade de Leicester e da Universidade de Yunnan. O animal media entre 2 e 3 centímetros de comprimento e habitava um ecossistema marinho complexo e antigo.

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Uma análise com tomografia de raios-X revelou a anatomia preservada do Urokodia. A tecnologia destacou a presença de dois membros em forma de pinça localizados logo atrás dos olhos, identificados como a forma ancestral das quelíceras.

O estudo demonstrou que, além das presas primitivas, o animal possuía características nas pernas que funcionavam como "brânquias em livro". Essa estrutura é semelhante à encontrada nos atuais caranguejos-ferradura, que pertencem à mesma linhagem evolutiva.

O Urokodia é um ancestral distante do grupo dos quelicerados, que hoje inclui mais de 100 mil espécies, como aranhas, escorpiões e carrapatos. A descoberta ajuda a preencher lacunas sobre a evolução dos primeiros animais, mostrando como essas estruturas especializadas se desenvolveram muito antes da transição desses seres para o ambiente terrestre.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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