
A Justiça do Trabalho decidiu manter público um processo movido contra Virginia Fonseca e Zé Felipe relacionado à construção da antiga mansão do casal, em Goiânia.
A decisão é do juiz Celismar Coelho, do TRT da 18ª Região, que rejeitou o pedido de sigilo apresentado pela defesa dos envolvidos.
A ação foi proposta por um servente de pedreiro que atuou na obra do imóvel.
Ele afirma ter desempenhado atividades incompatíveis com o cargo para o qual foi contratado e reivindica o pagamento das diferenças salariais correspondentes.
Um segundo trabalhador também integra o processo, com pedidos semelhantes de indenização por supostas irregularidades trabalhistas.
Ao negar o segredo de Justiça, o magistrado destacou que não ficou comprovado qualquer risco concreto à intimidade dos réus.
Na decisão, Celismar Coelho pontuou que o fato de se tratar de figuras públicas não é suficiente, por si só, para justificar a restrição de acesso aos autos.
O juiz ainda citou o comportamento público da influenciadora como um dos elementos analisados.
Segundo ele, Virginia não demonstra preocupação em “preservar a intimidade”, lembrando episódios em que detalhes pessoais foram amplamente divulgados, como a realização de uma ultrassonografia transmitida ao vivo em rede nacional.
Para o magistrado, esse tipo de exposição enfraquece o argumento de que o processo deveria correr em sigilo.
Com isso, o processo segue de forma pública e agora avança para a análise do mérito. Em audiência anterior, não houve acordo entre as partes.
Procurada, a assessoria de Virginia Fonseca e Zé Felipe informou que a obra da mansão foi administrada por uma empreiteira contratada, cabendo ao ex-casal apenas o repasse dos valores previstos em contrato, sem participação direta na gestão dos trabalhadores.

Mariana Morais
Mariana Morais
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Mariana Morais
Mariana Morais
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