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Dos holofotes internacionais a "Os Donos do Jogo", André Lamoglia celebra uma década de transformações no audiovisual

Dos holofotes internacionais a
Dos holofotes internacionais a "Os Donos do Jogo", André Lamoglia celebra uma década de transformações no audiovisual - (crédito: Divulgação)

Embalado pelo sucesso da série “Os Donos do Jogo”, da Netflix, o ator carioca André Lamoglia completa dez anos de carreira vivendo um momento de consolidação profissional.

Como protagonista da trama, que já teve sua segunda temporada oficialmente confirmada, ele sela sua transição para narrativas de maior densidade dramática, voltadas a um público mais maduro, e reafirma seu espaço no mercado brasileiro, apoiado por um currículo internacional expressivo.

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A trajetória ganhou forma em “Juacas”, série da Disney indicada ao Emmy, passou pela televisão argentina com “Bia”, da mesma empresa, e alcançou os holofotes mundiais como um dos personagens centrais no elenco do fenômeno espanhol “Elite”, somando ainda uma participação em seu crossover com a série sul-africana, “Sangue & Água”, uma das mais populares do continente.

 

A experiência em estúdios estrangeiros, no entanto, exigiu do artista muito mais do que técnica diante das câmeras.

O processo demandou fluência no espanhol e uma rápida adaptação à dinâmica de diferentes mercados.

Ao avaliar seu período fora do país, o carioca reconhece a visibilidade alcançada, mas reforça que o fator decisivo para aceitar um papel é a qualidade da história, independentemente de onde o projeto seja filmado:

Trabalhar em diferentes países ampliou meu alcance e abriu portas importantes. Ter a oportunidade de explorar outros mercados, aprender com diferentes formas de produção e estar em contato com novas culturas foi enriquecedor, tanto para a minha carreira quanto para a minha visão de mundo. Mas, no fim, o que guia minhas escolhas são histórias que me desafiem e me deem vontade de contar, o lugar acaba sendo consequência.”

 

Nos bastidores, o tempo morando na Argentina e na Espanha funcionou como um catalisador para o seu amadurecimento.

Segundo o ator, a necessidade de lidar com novas estruturas de produção e a distância da família serviram para testar sua resiliência e moldar sua postura na profissão:

Artisticamente, eu tive que sair da minha zona de conforto, seja inicialmente pelo idioma, pela cultura ou pelo estilo de atuação. Isso te obriga a escutar mais, observar mais, estar atento a tudo para não correr risco de atrasar, de qualquer maneira, quem por outros motivos já estava mais ambientado.

Você aprende a se adaptar e, no fim, a confiar mais em si mesmo. Estar longe de casa às vezes dói, mas no meu caso trouxe uma perspectiva ainda maior de valorização de raízes, entendimento de prioridades e até de perspectiva de futuro. Hoje, a cada passo profissional, considero propósito e longo prazo mas, claro, sem deixar de viver o dia de hoje e vigilante com o que pode passar por mim sem a devida atenção.

 

É justamente essa bagagem acumulada, dentro e fora dos sets, que serve de alicerce para o seu atual destaque em produções de grande porte.

Ao refletir sobre a própria jornada, André observa que seu desenvolvimento aconteceu de maneira contínua, preparando o terreno para a fase de protagonismo que experimenta hoje:

“Quando comecei, lá atrás, não imaginava que aos 28 anos estaria vivendo tudo isso. Certamente estou no melhor momento da minha carreira, mas com os pés no chão e a consciência de que estou apenas no começo da minha trajetória, com muito a construir pela frente.

Os veteranos que mais me inspiram são aqueles com sede de aprendizado, que unem talento, obstinação e comprometimento, mas também simplicidade, naturalidade e um jeito especial de olhar a vida.

Um sonho seria chegar à idade do Ary Fontoura, com 93 anos, lançando filmes e com o bom humor característico, a todo vapor, assim como uma de nossas maiores referências nas artes, a Fernanda Montenegro, aos 96 anos, servindo lucidez.

Quando penso em veteranos e trajetórias inspiradoras, lembro deles e de tantos outros, e me sinto orgulhoso de compartilhar, pelo menos, a mesma nacionalidade e a profissão que escolhi”, conclui o ator.

 

 

 

 

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MM
postado em 13/04/2026 07:13 / atualizado em 13/04/2026 12:13
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