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Vice-prefeita desvia R$ 41 mil para mãe de santo adoecer esposa do amante e perde o cargo

Juliana Maria Teixeira da Costa (MDB), vice-prefeita de Ribeira, foi denunciada por usar verba pública para fazer 'amarração'

Vice-prefeita desvia R$ 41 mil para mãe de santo adoecer esposa do amante e perde o cargo -  (crédito: Reprodução/Instagram)
Vice-prefeita desvia R$ 41 mil para mãe de santo adoecer esposa do amante e perde o cargo - (crédito: Reprodução/Instagram)

A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa (MDB), tornou-se alvo de uma denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e acabou afastada de suas funções.

Segundo a acusação, ela teria utilizado R$ 41,2 mil de recursos públicos para custear um suposto trabalho espiritual ligado a uma relação amorosa.

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De acordo com a investigação, o dinheiro teria sido destinado à contratação de uma mãe de santo com o objetivo de interferir na vida pessoal de Lauro Olegário da Silva Filho, que na época ocupava o cargo de coordenador municipal de Saúde.

A promotoria sustenta que os valores foram desviados por meio de uma empresa terceirizada contratada pela prefeitura.

Além de Juliana, também foram denunciados Lauro e Willian Felipe da Silva, dono da empresa W.F.

Em declarações anteriores ao g1, a mãe de santo Samantha afirmou que o serviço solicitado teria valor total de R$ 380 mil, mas que apenas R$ 41,2 mil foram pagos.

Esse montante coincide com a quantia que, segundo o MP-SP, teria sido retirada indevidamente dos cofres municipais.

"Ela queria a dominação amorosa, afastamento de rival e adoecer a esposa do amante [Lauro] dela. Queria um trabalho que se chama casamento espiritual definitivo", disse Samantha na época.

E continuou: "O valor do trabalho ficou R$ 380 mil. Expliquei para ela que era um sacrifício muito forte, que a espiritualidade ia dar ele por inteiro para ela".

O caso também gerou manifestações de representantes de religiões de matriz africana.

Em entrevista ao g1, a sacerdotisa de Umbanda e presidente da Associação Nacional das Religiões Afro-Brasileiras (FNAB), Carol Módolo, afirmou que práticas voltadas a controlar sentimentos, provocar doenças ou interferir de forma coercitiva na vida afetiva de terceiros não devem ser associadas às tradições afro-brasileiras.

"Do ponto de vista ético, nenhuma liderança religiosa responsável deve prometer controle sobre a vontade de outra pessoa. Não há como garantir, comprovar ou vender resultado espiritual sobre o sentimento, a saúde ou a vida de terceiros", destacou a presidente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MM
postado em 23/06/2026 10:38
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