
Andressa Urach compartilhou uma experiência pessoal sobre o uso da PrEP, medicamento utilizado na prevenção ao HIV, durante o episódio mais recente do podcast "UrachPodTudo".
Ao lado do infectologista Leonardo Silveira, a influenciadora aproveitou a conversa para relatar uma reação que teve logo no início do tratamento.
Segundo a apresentadora, o desconforto surgiu no primeiro dia em que começou a tomar a medicação.
Sem entender a origem do sintoma, ela chegou a associá-lo a uma vacina recebida anteriormente em uma unidade de saúde e decidiu suspender o tratamento por um período.
"Sabia que eu tive coceira na minha 'piriquita' no primeiro dia? Achei estranho porque tinha tomado uma vacina no posto de saúde e pensei que pudesse ser alguma reação a ela.
Acabei interrompendo o uso da PrEP e, quando voltei a tomar, percebi que o desconforto tinha acontecido de novo. Depois passou. Comigo aconteceu só no primeiro dia. Não tive enjoo nem outros efeitos mais comuns; foi mais uma coceira na 'piriquita'", relatou.
Durante o programa, Leonardo Silveira explicou que algumas pessoas podem apresentar efeitos adversos no começo do tratamento, embora as manifestações mais frequentes sejam ligadas ao aparelho digestivo.
O especialista também ressaltou que o acompanhamento médico é indispensável para monitorar possíveis alterações provocadas pelo uso prolongado da medicação.
"Alguns efeitos colaterais mais de longo prazo precisam ser observados, por isso a PrEP fica em acompanhamento. Uma das medicações pode levar, a longo prazo, a uma diminuição da função renal", afirmou.
Ao longo da entrevista, o infectologista ainda esclareceu como funciona a profilaxia pré-exposição.
Segundo ele, a PrEP reúne dois medicamentos capazes de reduzir significativamente o risco de infecção pelo HIV antes de uma eventual exposição ao vírus.
Além disso, explicou que os efeitos iniciais costumam ser leves, temporários e tendem a desaparecer à medida que o organismo se adapta ao tratamento.
"A PrEP é uma combinação de duas medicações que combatem o vírus do HIV. É uma medicação preventiva caso a pessoa tenha contato com o vírus, criando uma espécie de blindagem.
Os principais efeitos colaterais costumam ser intolerância gástrica, náuseas e, às vezes, um pouco de gases. No entanto, esses são efeitos adaptativos e tendem a melhorar com o tempo", explicou.
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Mariana Morais
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