
A preparação de Bruno Gagliasso para os personagens segue um caminho diferente do método tradicional de decorar falas.
Aos 44 anos, o ator contou, nesta quarta-feira (13), que as dificuldades de memorização relacionadas ao TDAH e à dislexia fazem com que ele priorize a compreensão das situações vividas pelos personagens.
Em 2025, Gagliasso revelou publicamente que convive com os diagnósticos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e dislexia.
Desde então, o artista também passou a falar sobre a maneira como essas condições interferem em seu trabalho.
Durante uma coletiva de imprensa em Brasília, ele explicou que não costuma decorar os textos integralmente.
Para construir as cenas, prefere entender as motivações, os conflitos e as razões que levam o personagem a dizer determinada fala.
“Sobre o meu TDAH, eu realmente não decoro texto. Eu acredito que não adianta qualquer fala ou qualquer texto sem alma, então, eu uso isso. Eu me reconheço e sei que não sou a melhor pessoa para decorar uma fala, mas eu acredito que a alma fala por si”, mencionou em coletiva de imprensa em Brasília.
Segundo o ator, a estratégia também contribui para deixar a interpretação mais espontânea.
Em vez de se prender à reprodução exata das palavras, ele busca compreender o contexto para reagir às situações apresentadas em cena.
“Quando a gente está ali, com a alma, você não sabe o que é o texto, o que é do autor, o que é do diretor. Eu acho isso lindo!”, comentou.
“Eu prefiro muito mais entender a situação, o porquê eu quero falar aquilo, o porquê eu estou ali, do que decorar um texto.”

Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
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