
A identidade do responsável por um perfil que atacou Ana Paula Renault nas redes sociais pode ser descoberta a partir de registros de acesso já entregues à Justiça.
A ex-BBB solicitou que provedores de internet sejam acionados para identificar o usuário por trás da conta @rafaelmvbj, acusada de divulgar uma foto íntima dela sem consentimento e publicar ofensas contra a apresentadora e seu pai, Gerardo Renault.
O pedido veio após o X, antigo Twitter, informar que havia suspendido o perfil por violação das regras da plataforma.
Embora a rede social tenha apresentado informações sobre os acessos realizados pela conta, incluindo datas e endereços de IP, a empresa esclareceu que não mantém em seus registros dados cadastrais como nome e CPF do usuário.
Segundo a colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, o X também indicou à defesa de Ana Paula os caminhos judiciais que poderiam ser utilizados para chegar à identidade do responsável com base nos endereços de IP fornecidos.
A partir dessas informações, a apresentadora pediu que a Justiça encaminhe ofícios às empresas de telecomunicações responsáveis pelos IPs registrados. A medida busca obter os dados completos do internauta e permitir que ele seja responsabilizado pelos ataques nas esferas cível e criminal.
Perfil também atacou pai de Ana Paula
A disputa judicial começou depois que Ana Paula identificou uma sequência de publicações atribuídas ao perfil. Segundo a ex-BBB, a conta era utilizada para persegui-la, fazer acusações falsas e publicar ofensas, entre elas a expressão "psicopata e narcisista".
Além dos ataques direcionados à apresentadora, o perfil teria divulgado uma imagem de teor sexual de Ana Paula sem autorização. O usuário também teria feito publicações envolvendo Gerardo Renault, pai da ex-BBB, que morreu em 19 de abril de 2026, aos 96 anos, em Belo Horizonte (MG).
Entre as ações atribuídas ao responsável pela conta está a utilização do nome "seu Gerardo queimando no inferno", além da publicação de uma fotografia de Gerardo acompanhada de mensagens depreciativas e acusações de abandono.
A Justiça já havia determinado medidas contra o perfil no início da ação. Em decisão liminar, a juíza Mariana de Souza Neves Salinas ordenou a suspensão imediata da conta e determinou que a plataforma apresentasse os dados de acesso disponíveis.
Agora, Ana Paula busca avançar na identificação do responsável pelas publicações. No processo, ela também solicita a remoção definitiva do perfil e uma indenização de R$ 20 mil por danos morais.

Mariana Morais
Mariana Morais
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