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Uma nova estrela: recifense Rebeca Jamir estreia no cinema ao lado de Rodrigo Santoro

A atriz recifense Rebecca Jamir estreia no cinema com o longa O filho de mil homens, que chegou ao catálogo da Netflix esta semana

Rebeca Jamir aparece nas telonas pela primeira vez, mas já está no mundo das artes há muito tempo. Estreando no cinema com o longa O filho de mil homens, inspirado no livro de Valter Hugo Mãe, a recifense é Isaura, personagem que decide viver com Crisostomo, interpretado por Rodrigo Santoro, e com o órfão Camilo (Miguel Martines). Juntos, formam uma família de três pessoas que superaram diversos traumas.

A história de Rebeca com as artes começa no teatro. Sua primeira peça foi aos 6 anos e, desde então, encantou-se com a experiência de estar no palco. "O teatro me ensinou tudo o que eu sei sobre ser atriz. Me demandou uma grande versatilidade. Eu já fiz tragédias, comédias, dramas, musicais, mas principalmente sempre me ensinou sobre a importância e a beleza da coletividade", compartilha a atriz.

Rebeca Jamir fez testes para o papel de Isaura e, desde o princípio, conectou-se com a personagem. Antes de iniciar as gravações, a atriz leu o livro de Valter Hugo Mãe cinco vezes como parte da preparação. "A gente teve dias muito lindos de filmagem. O Daniel Rezende é um diretor maravilhoso e a gente teve uma equipe toda muito apaixonada pelo projeto", comenta. Rebeca destaca que valoriza muito os processos de uma produção. "Eu acho que existe uma beleza infinita no dia a dia do nosso ofício. Todo esse processo de filmagem tem memórias muito bonitas para mim", ressalta.

Desafio

Apesar de ter se interessado pela personagem desde os testes, Isaura é a personagem mais diferente dela mesma que Rebeca interpretou. "Isso foi muito desafiador, mas ao mesmo tempo incrivelmente atraente,porque eu queria descobrir muito esse lugar tão antagônico a mim mesma", conta. A atriz perdeu oito quilos para interpretar a personagem, buscando passar para as telas o modo como ela é descrita no livro.

Segundo a pernambucana, Isaura tem um estado bastante triste e era necessário habitar esses sentimentos durante os sets de filmagem. "Precisava conhecer esse lugar interno, os acessos a esse estado. Acho que ser atriz tem isso, mergulhar em profundezas para achar elementos que são da personagem, e a gente descobre muito sobre nós mesmos nesse processo", relata.

Com a estreia do longa nos cinemas e a chegada ao streaming, Rebeca conta que foi a sétima arte que fez com que ela se entregasse à atuação. "É a realização de um sonho. E o cinema tem esse poder de cruzar muitas fronteiras, de chegar a muitas pessoas, acho que historicamente e culturalmente é uma arte importantíssima", destaca. "E eu sou muito fã da cultura brasileira. Acho que a gente vive um momento muito lindo no cinema e no audiovisual em geral e eu me sinto muito honrada de fazer parte", finaliza a atriz.

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