
O nome de Eike Batista, que já foi o homem mais rico do Brasil, voltou a circular no início de 2024 após ser mencionado nos documentos do caso Jeffrey Epstein, divulgados nos Estados Unidos. Longe da ostentação que marcou sua trajetória, o empresário vive hoje uma realidade completamente diferente daquela do auge de seu império.
A derrocada começou há cerca de uma década, com o colapso das empresas do Grupo X, que atuavam nos setores de petróleo e mineração. As investigações da Operação Lava Jato aceleraram a queda, levando a múltiplas acusações, prisões e condenações por crimes como corrupção e manipulação de mercado.
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Como vive o ex-bilionário hoje
Atualmente, Eike Batista mantém uma vida discreta no Rio de Janeiro, embora não esteja completamente recluso. O empresário tem feito aparições pontuais em palestras e utiliza suas redes sociais para comentar sobre economia e novos projetos. Sua rotina, no entanto, contrasta com a intensa agenda de eventos e viagens internacionais do passado.
O foco do empresário se voltou para negócios de menor porte. Entre os novos projetos estão iniciativas em biotecnologia, como a startup BRX, um projeto para um porto em Peruíbe (SP) e o desenvolvimento da "supercana", voltada para a produção de fibras biodegradáveis. A escala dos novos empreendimentos, no entanto, é incomparável com os megaprojetos que o tornaram famoso.
Situação judicial e financeira
A situação judicial de Eike Batista foi alterada significativamente. Após acumular condenações que somavam dezenas de anos de prisão, o empresário firmou um acordo de delação premiada em 2020. O acordo anulou os efeitos das sentenças e o liberou da prisão domiciliar, em troca do pagamento de uma multa bilionária.
Sobre a menção no caso Epstein, a presença do nome de Batista na lista de contatos do financista americano não indica, por si só, qualquer envolvimento nos crimes investigados. O documento apenas registrava pessoas com quem Epstein teve algum tipo de contato ou reunião ao longo dos anos.
Financeiramente, a fortuna de Eike Batista desapareceu. Avaliada em mais de 30 bilhões de dólares em seu auge, em 2012, hoje o patrimônio do empresário está drasticamente reduzido, impactado por dívidas e multas judiciais. Ativos valiosos, como o Porto Sudeste, já não lhe pertencem. Seu patrimônio atual está longe de colocá-lo novamente na lista dos mais ricos do Brasil.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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