A sexta-feira 13 costuma reacender um medo curioso: o desconforto diante do número 13. Em diferentes partes do mundo, hotéis, companhias aéreas e prédios evitam usar o número em quartos, assentos ou andares. O fenômeno tem até nome: triscaidecafobia, termo que define a aversão ao número 13.
Segundo a psicóloga clínica e neuropsicóloga Juliana Gebrim, formada pelo Instituto de Psicologia Aplicada e Formação de Portugal (IPAF), a triscaidecafobia é caracterizada pelo medo ou pela aversão ao número 13. “Apesar do nome parecer complicado, ele apenas descreve uma reação de desconforto que algumas pessoas sentem quando se deparam com esse número, muito por causa das histórias e superstições que o associam ao azar”, explica.
De acordo com a especialista, esse tipo de medo geralmente é aprendido culturalmente. “Ele não nasce com a pessoa, mas vai sendo construído ao longo do tempo, à medida que ouvimos repetidamente que o número 13 estaria ligado a algo negativo ou a situações de azar”, afirma.
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Na maior parte dos casos, porém, o comportamento não chega a ser considerado uma fobia clínica. Muitas pessoas evitam o número ou fazem brincadeiras sobre o suposto azar, mas sem que isso cause impacto real na rotina.
Para que o medo seja classificado como fobia, é necessário que ele seja intenso e provoque prejuízos no dia a dia. “Para ser considerada uma fobia clínica, o medo precisa ser exagerado e causar prejuízo na vida da pessoa, como deixar de marcar compromissos importantes, evitar viagens ou até cancelar celebrações por causa da data ou do número”, diz.
Quando o receio é mais forte, podem surgir sinais de ansiedade ou desconforto ao se deparar com o número 13. Situações como ver a data em um calendário, encontrar o número em um andar de prédio, em uma senha de atendimento ou em um assento de avião podem provocar apreensão. “Quando o medo é mais intenso, a pessoa pode sentir ansiedade ou desconforto sempre que o número aparece, além de passar a evitar situações que o envolvam”, afirma a psicóloga.
O medo do número 13 também costuma estar ligado a outras crenças populares. Superstições como evitar passar debaixo de escadas ou acreditar que quebrar um espelho traz azar fazem parte de tradições culturais transmitidas ao longo do tempo e podem influenciar a forma como algumas pessoas interpretam acontecimentos cotidianos.
A tendência do cérebro humano de buscar padrões também ajuda a explicar esse comportamento. Ao longo da evolução, identificar relações entre eventos foi importante para a sobrevivência, pois ajudava a reconhecer possíveis perigos. “Por isso, quando algo negativo acontece perto de uma data ou número considerado azarado, o cérebro pode acabar associando uma coisa à outra, mesmo que tenha sido apenas coincidência”, explica Juliana.
Segundo a especialista, mesmo pessoas que afirmam não acreditar em superstições podem acabar sendo influenciadas por elas em pequenas decisões do dia a dia. “O ser humano tende a evitar riscos percebidos, mesmo quando eles não têm base racional. Nesse sentido, a superstição pode funcionar como uma espécie de estratégia psicológica de proteção”, conclui.
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