
A Electronic Arts acaba de lançar o aguardado EA Sports UFC 6, popular e amado pelos fãs de jogos de luta. Com uma experiência visual muito próxima do que é visto nas transmissões esportivas, o game mergulha o jogador na rotina cruel de um atleta de ponta, em um Modo Carreira mais intenso do que é no futebol, por exemplo. Assim, o título se consolida como um gigante para este ano, mas peca em detalhes precisos.
Enquanto os golpes plásticos empolgam, o sistema de luta no solo ainda sofre com comandos confusos que podem frustrar até os veteranos do octógono. Por vezes, as instruções que aparecem na tela, não surtem nenhum efeito. E dessa forma, o combate no chão fica denso e pouco aproveitado, fazendo com que fique mais cansativo do que animado.
O ápice do realismo
O primeiro detalhe que salta aos olhos em UFC 6 é o acabamento gráfico. De fato, parece uma transmissão esportiva. Para quem está acostumado a madrugar vendo as lutas, os atletas aparecem impecáveis. Cada gota de suor, a deformação muscular durante um golpe e o realismo das lesões (cortes e inchaços) contribuem para uma imersão ainda maior, especialmente quando comparada a títulos anteriores.
Não é apenas sobre "parecer" com o lutador real, mas sim sobre como a iluminação e a textura da pele reagem ao ambiente, tornando cada luta um espetáculo visual digno de um card de Las Vegas. As ambientações, por exemplo, também aparecem como elementos centrais. As entradas de cada lutador no octógono com as músicas que muitos usam em dias de luta trazem uma sensação maior de realismo.
Entre erros e acertos
No octógono, o jogo brilha quando a luta é mantida em pé. Os golpes plásticos e tradicionais parecem com eficácia e empolgam, sobretudo quando o oponente está perto de ser finalizado. O impacto é sentido no controle e a fluidez das combinações permite que o jogador dite o ritmo do combate com precisão, sem muito erro. Nisso UFC 6 acerta com muita eficiência e praticidade.
Todavia, a experiência muda de figura quando o combate vai para o chão. Nessa hora, o jogo passa a ficar mais maçante, sem muitas alternativas para que haja as finalizações ou que o combate volte a ser em pé. Óbvio que há comandos na tela instruindo isso, mas quando apertados, é como se nada mudasse. Com isso, o sistema de solo permanece o calcanhar de Aquiles da franquia.
A mecânica de grappling parece excessivamente agarrada e pesada, carecendo da fluidez vista na trocação. Além disso, os botões para transições e finalizações continuam confusos, exigindo um nível de memorização que muitas vezes interrompe o fluxo da luta e retira a boa dinâmica que surge nos momentos de confronto.
Vale muito a pena
UFC 6 realmente acerta em cheio na imersão no Modo Carreira. A jornada do anonimato ao Hall da Fama foi repaginada, oferecendo uma profundidade que vai muito além de apenas escolher a próxima luta. As interações, os treinamentos e a construção da narrativa pessoal do lutador fazem com que o jogador se sinta, de fato, dentro da bolha do UFC, tornando cada vitória muito mais recompensadora. Mostrando que, sim, a vida de lutador exige muitos sacrifícios, mas também tem muitos pontos altos.
Conclusão final
UFC 6 é obrigatório para fãs de MMA pela sua beleza e fidelidade ao esporte. Caso busque imersão e uma trocação de alto nível, encontrará o melhor do gênero, além de um gráfico e ambientações que elevam o patamar do game.
Nota: 8/10
Contudo, prepare-se para gastar horas extras no tutorial para tentar decifrar um sistema de solo que continua menos intuitivo do que deveria. O lançamento do título está marcado para 19 de junho de 2026 no PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
*Esta análise foi feita com uma cópia enviada pela EA Sports Brasil para PlayStation 5.

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