Cinema

Cine Brasília celebra legado de JK com Mostra Maria Maia

Mostra Maria Maia homenageia 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek com exibição de obras sobre a vida de JK e Brasília

O fundador de Brasília é o personagem de documentário de Maria Maia -  (crédito:  Arquivo)
O fundador de Brasília é o personagem de documentário de Maria Maia - (crédito: Arquivo)

Nos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, o Cine Brasília relembra o legado do ex-presidente durante a Mostra Maria Maia, quinta-feira, a partir de 18h, com a exibição do longa-metragem JK, um cometa no céu do Brasil e os curtas Brasília 2002 e Athos Bulcão — ritmo, forma e cor. Após a exibição das obras, o público pode participar de debate com a diretora Maria Maia.

A diretora teve a ideia da mostra a partir da importância de Juscelino Kubitschek para o Brasil e, mais especificamente, para Brasília, como o presidente que iniciou a construção da capital, unida às homenagens aos 50 anos da morte do ex-presidente, que se completam em 22 de agosto. "Decidimos colocar esses três filmes para homenagear o JK, líder político tão importante que fez os 50 anos em 5 no governo. Ele tomou todas as providências quando virou presidente para a construção da capital no deserto e hoje é essa cidade florescente, cada vez mais rica, complexa e cheia de vitalidade, que é Brasília", explica.

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O documentário JK, um cometa no céu do Brasil retrata toda a vida de Juscelino Kubitschek, passando pela infância em Diamantina, Minas Gerais, a ascensão política e a polêmica morte em um acidente de carro em 1976, apontada como assassinato por relatório da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos. 

"Mostra a infância como um menino muito pobre; a mãe era uma professora na escola primária e ele e a irmã foram alunos dela, mestra Júlia. Todo o esforço que foi feito na vida do JK para que ele se formasse médico", conta Maria Maria, diretora do longa. O documentário aborda a vida Juscelino como estudante de medicina em Belo Horizonte e o início da carreira política na cidade, no cargo de prefeito e, posteriormente, governador de Minas Gerais e presidente da República. 

Com o início da ditadura militar, em 1964, JK teve o mandato como senador cassado e partiu aos Estados Unidos e depois a Paris em exílio voluntário. "Depois, voltou para o Brasil, mas foi impedido de visitar Brasília, a cidade que ele construiu. Então, é o período da tentativa de humilhar essa figura tão importante da história de  Brasília", diz Maria. "E aí, o filme começa e termina com a questão da morte dele. Ainda se levanta dados da história da morte dele, que com quase toda certeza, foi uma morte planejada."

Ambos os curtas-metragens da mostra foram pensados para homenagear a figura de JK e a construção de Brasília, iniciada por ele. Brasília 2002 retrata a produção cultural em Brasília e a história da capital; Athos Bulcão - ritmo, forma e cor mostra a presença de um dos maiores artistas brasileiros na cidade. "Desde as laterais do Teatro Nacional, os azulejos em quase todo lugar na cidade. Ele é um artista muito presente na cidade, então eu fiz essa curta mostrando a importância dele para Brasília", conta a diretora. 

Serviço

Mostra Maria Maia

Quinta-feira (9/7), a partir de 18h, no Cine Brasília. Entrada gratuita.

 

*Estagiária sob a supervisão de Severino Francisco

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postado em 08/07/2026 13:33 / atualizado em 08/07/2026 13:38
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