
A compositora, produtora e DJ Paula Torelly se permite sonhar com o futuro em que natureza e tecnologia coexistem em harmonia. Essa é a ideia que fundamenta Utopia tropical, EP de cinco faixas lançado pela artista brasiliense. A discussão da temática ambiental é embalada por ritmos latinos e batidas eletrônicas. O projeto está disponível nas plataformas digitais.
Tudo começou com uma frase a respeito do mundo onde gostaria de viver. “Me alimento de utopia porque não sei digerir a realidade”, escreveu Torelly meses atrás. O incômodo, que passa pelas mudanças climáticas, deu origem a Utopia Tropical. “É a minha forma de escolher a esperança, de superar esse medo, de imaginar novos futuros possíveis”, comenta a artista.
A própria capital, que nasceu como utopia, serviu de inspiração. “Me inspiro muito na forma que a nossa cidade integra natureza e urbanismo”, diz, sem esquecer as desigualdades sociais. “Mas Brasília também é uma cidade desigual, segregada e que valoriza muito pouco sua própria cultura. A Utopia Tropical vem de um sonho mais agregador, mais diverso, mais voltado pro coletivo”, completa Torelly. Para cada faixa, há também vídeos, gravados na 308 Sul, a quadra modelo.
As músicas tiveram participação da baixista Mare Sobrinho, do saxofonista Rhuan Borges e do guitarrista Gabriel Martins, o que resultou em sonoridade diversa, com mistura de reggaeton, salsa e bossa nova. Torelly tem no horizonte o próximo álbum, O sol sempre volta. Segundo ela, são projetos que se conectam, mas “Utopia Tropical já é um manifesto por si só”.
*Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel

Diversão e Arte
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