Ópera

Cia de Cantores Líricos de Brasília apresenta ópera 'Condor'

Cia de Cantores Líricos de Brasília apresenta 'Condor', de Antônio Carlos Gomes, na Escola de Música de Brasília nos dias 18 e 19 de julho

Cia de Cantores Líricos de Brasília apresenta ópera 'Condor' -  (crédito: Karol Kanashiro)
Cia de Cantores Líricos de Brasília apresenta ópera 'Condor' - (crédito: Karol Kanashiro)

A última ópera escrita por Antônio Carlos Gomes, Condor, recebeu raras montagens ao longo do tempo. Pensando nisso, a Cia de Cantores Líricos de Brasília decidiu trazer, pela primeira vez na capital, uma temporada de apresentações gratuitas da obra, que se encerra com sessões no próximo sábado (18/7) e domingo (19/7), às 19h, no Teatro Levino Paulo Alcântara da Escola de Música de Brasília.

Condor se situa no século 12, na cidade de Samarcanda, atualmente no Uzbequistão. A ópera segue a narrativa de Odalea (Renata Dourado), rainha da cidade; Condor (Rafael Luiz Ribeiro), chefe de um grupo de rebeldes da Horda Negra, contrários ao reinado; Adim (Teresa Clara), pajem da rainha; Almazor (Gustavo Rocha), astrólogo da corte; e Muft (Paulo Meira). 

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No Dia do Grande Perdão, Condor se apaixona por Odalea e, mesmo sabendo que a atitude lhe custará a vida, invade o recinto sagrado do palácio para ver a rainha pela última vez. Surpreendendo a corte, Odalea declara que o homem é insano e, portanto, deve ser poupado da sentença de morte. No desenrolar da trama, a rainha revela o amor que sente pelo bandido e se prepara para ir contra a lei e assumir a paixão; a população da cidade, porém, manipulada pelo Grão-vizir (de facto primeiro-ministro), se revolta e deseja a morte de Condor. Diante do desfecho inevitável, o bandoleiro tira a própria vida para salvar Odalea da multidão de fanáticos.

A ópera foi escrita sob encomenda para a temporada 1890–1891 do Teatro alla Scala, em Milão. Originalmente, Carlos Gomes idealizou Condor em torno de um prelúdio e três atos que, na montagem da Cia de Cantores Líricos, foi condensado em apenas um. “Um ato tinha uma parte de balé. Nós cortamos esse ato e tiramos algumas partes textuais do roteiro. Condensamos os outros três em apenas um ato, então a ópera não tem nem intervalo”, conta Renata Dourado, fundadora da Cia e intérprete de Odalea.

Com o objetivo de adaptar títulos de compositores brasileiros, a Cia de Cantores Líricos já havia adaptado outra obra de Carlos Gomes, Fosca. Buscando obras inéditas ou diferentes, voltam-se agora para Condor. “É uma temática totalmente diferente das óperas que a gente vê pelo mundo. Tem uma outra com essa temática do Oriente Médio, mas brasileira a gente não encontra”, diz Renata. “Então, além de ser a última obra do Carlos Gomes, por ser um título brasileiro, traz uma temática diferente.”

Para a atriz, Carlos Gomes é o maior compositor brasileiro de ópera, mas, mesmo assim, o público tende a conhecer apenas uma obra do artista, Guarani. “Por que não lembrar de outras obras? Por que não também trazer ao público outras óperas que ele compôs? Ele não compôs só óperas, compôs canções”, questiona. “A proposta é resgatar as outras obras desse compositor.”

Serviço

Condor

Sábado (18/7) e domingo (19/7), às 19h, no Teatro Levino Paulo Alcântara da Escola de Música de Brasília (602 Sul). Entrada gratuita.


*Estagiária sob supervisão de Nahima Maciel

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postado em 09/07/2026 17:48 / atualizado em 10/07/2026 12:53
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