Música

Campanha Retribuir mobiliza apoio a mestres da cultura popular brasileira

Mestre Zé do Pife e Mestre Zeca do Pife são os homenageados da edição atual. estre Zé do Pife construiu parte significativa de sua trajetória em Brasília, onde viveu por mais de 30 anos

Mestre Zé do Pife se encontra internado há mais de 25 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Recife -  (crédito: Davi Mello)
Mestre Zé do Pife se encontra internado há mais de 25 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Recife - (crédito: Davi Mello)

Em um país onde saberes culturais são transmitidos de geração em geração, muitas vezes pela oralidade e pela prática cotidiana, a Campanha Retribuir propõe um movimento de reconhecimento e apoio direto a mestras e mestres da cultura popular brasileira. Idealizada pela cantora e multi-instrumentista Nega Deza, neta de Dona Selma do Coco e filha de D. Aurinha do Coco, a iniciativa busca devolver parte do que esses guardiões da tradição oferecem à sociedade.

A campanha recebe contribuições de diferentes valores, que podem ser únicas ou recorrentes, e destina os recursos arrecadados a mestras e mestres de diferentes tradições culturais e regiões do país. A proposta é aproximar o público das histórias e trajetórias dos homenageados, além de criar uma rede de apoio financeiro e afetivo para artistas que, após décadas de dedicação à cultura, muitas vezes enfrentam dificuldades para garantir sua subsistência.

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A edição atual contempla os irmãos Mestre Zé do Pife e Mestre Zeca do Pife, nascidos em Riacho do Meio, distrito de São José do Egito, em Pernambuco. Os dois começaram a tocar pífano ainda na infância, aos 7 anos, e integram a tradicional Banda de Pífanos Riacho do Meio.

Mestre Zé do Pife construiu parte significativa de sua trajetória em Brasília, onde viveu por mais de 30 anos. Na capital federal, formou a primeira banda de pífanos composta exclusivamente por mulheres, o grupo Mestre Zé do Pife e as Juvelinas, com quem atuou por 17 anos. O trabalho também foi marcado pelo intercâmbio com outros mestres e pela realização de encontros dedicados ao pífano.

A relação do músico com a Universidade de Brasília (UnB) também se tornou importante para a formação de novos instrumentistas. Durante anos, Zé do Pife frequentou a universidade para tocar e ensinar, contribuindo para o surgimento de pifeiros, pifeiras, percussionistas e grupos musicais a partir desses encontros. Atualmente, o mestre está internado há mais de 25 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital no Recife.

A campanha já realizou 15 edições e contemplou nomes de diferentes tradições populares. Entre eles estão Mestra Cila do Coco, Mestra Beata, Mestre Edmilson, Mestre Zeca do Rolete, Mestra Dulce Baracho, Mestra Severina Baracho, Mestre Martelo, Mestra Amélia do Samba de Véio, Mestra Penha Cirandeira, Mestra Aurinda do Prato, Mestra Maíca, Mestra Del do Coco, Mestre Zezinho de Casa Amarela, Mestra Ana Rodrigues, Mestra Cida de Caiana, Mestra Senhorinha, Mestra Mariquinha, Mestre Liu Dias, Mestre Biu Neguinho, Mestre Pirrila, Mestre Zé do Balaio, Mestre Bidoga, Mestra Roxa, Mestra Elzita, Mestra Maria de Tiê, Mestra Zeza do Coco, Mestra Kátia do Rolete, Mestre Zé Antônio, Mestre Cícero Gomes, Mestra Zulene e Mestre Assis Calixto, entre outros.

As doações podem ser feitas por Pix para campanharetribuir@gmail.com. Para acompanhar a campanha e receber informações sobre as ações, o público pode acessar o grupo oficial de WhatsApp divulgado pelos organizadores.

Instagram: @retribuiroficial
Pix: campanharetribuir@gmail.com

*Estagiária sob a supervisão de Nahima Maciel

 

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EB
postado em 23/07/2026 12:54
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