Cinema

Cine Brasília exibe produções de drama e romance nesta sexta-feira (3/7)

Programação reúne longas de diferentes gêneros, com histórias sobre autodescoberta, relações familiares e conflitos emocionais

Júlia Harlley*


A programação do Cine Brasília traz, hoje e amanhã, títulos de variados gêneros. Entre os destaques está a adaptação homônima do fenômeno literário de Vitor Martins, Quinze Dias, que retrata a jornada de autodescoberta do jovem Felipe durante as férias escolares de julho. O longa será exibido amanhã, às 14h. Outra obra nacional em evidência é Criadas, da diretora Carol Rodrigues, que narra o reencontro entre primas em um cenário marcado por fantasmas da infância. O longa será exibido hoje, às 14h. Também será exibido o filme As Correntes, hoje, às 16h10, e amanhã, às 19h30.   

Em As Correntes, a cineasta argentina-suíça Milagros Mumenthaler apresenta o colapso silencioso de Lina (Isabel Aimé Gonzalez-Sola). Após uma viagem à Suíça, na qual se joga impulsivamente no rio Ródano, a estilista de sucesso retorna a Buenos Aires com um segredo e uma fobia grave à água. Esse medo oculto passa a desorganizar sua rotina, seus vínculos e a imagem de controle que ela construiu ao redor de si. Vencedor do Prêmio do Público na mostra Première Latina do Festival do Rio, o filme projeta o desencaixe e a instabilidade emocional da protagonista.     

O drama psicológico Criadas, sob a direção de Carol Rodrigues, aborda a desigualdade de raça e classe no ambiente doméstico. A narrativa explora o reencontro entre as primas Sandra (Ana Flavia Cavalcanti) e Mariana (Mawusi Tulani), que cresceram na mesma casa, porém sob realidades opostas. A obra expõe as feridas do passado estrutural brasileiro por meio de traumas familiares. 

Após o sucesso da obra original de Vitor Martins com o público jovem, a adaptação de Quinze Dias acompanha a rotina de Felipe (Miguel Lallo), um jovem tímido que planeja passar as férias de julho isolado em seu quarto. Porém, o sossego termina quando sua mãe (Débora Falabella) decide hospedar seu vizinho Caio (Diego Lira) por duas semanas. A presença do rapaz, antiga paixão de infância do protagonista, engatilha uma série de inseguranças e sentimentos profundos. Com direção de Daniel Lieff, o longa-metragem explora os conflitos dessa convivência forçada e a consequente jornada de autodescoberta dos personagens.

 

*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco 

 

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