A animação Hacker Leonilia, do cineasta brasiliense Gustavo Fontele Dourado, será exibida no Bengaluru International Short Film Festival (BISFF), realizado na Índia. O evento, qualificatório para o Oscar, ocorre entre hoje (13/8) e domingo (16/8). Edição deste ano contou com 3340 filmes inscritos, de mais de 100 países.
O curta se passa no futuro e conta a história de uma hacker negra, idosa e bordadeira que precisa lidar com os próprios traumas e usar habilidades para escapar de uma realidade virtual. A protagonista recebe o nome da avó de Dourado, que considera a homenagem como forma de reaproximação.
“Acredito que o cinema pode ser um caminho para reimaginar a realidade e criar mundos, especialmente por meio de narrativas que só a animação permite contar, contribuindo para a diversidade cinematográfica com histórias sobre pessoas pouco representadas”, afirma o diretor.
A produção também foi exibida na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2025 e recebeu o prêmio de melhor filme pelo júri oficial da 17ª edição do LoboFest – Festival Internacional de Filmes. O filme foi indicado ao Golden Camellia da Chongqing International Animation Film Week, que ocorreu na cidade de Chongqing na China.
Para Dourado, a animação vive crescimento no Distrito Federal. Ele cita a abertura de vaga para professor na Universidade de Brasíliaespecializado na área e o aumento de produtoras. Essa é uma forma de garantir, avalia o diretor, que a existência de uma profissão ameaçada por novas tecnologias. “Artistas e animadores não podem desaparecer e nem serem substituídos por automações e IAs. A criatividade humana não pode ser descartada.”
*Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel
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