MÚSICA

Distintos filhos faz retorno às origens; conheça

Com seis faixas, Entre corpos nus e frases feitas aborda temas contemporâneos, como o excesso de informação, a tecnologia e o imediatismo

Distintos Filhos volta com novo disco Entre corpos nus e frases feitas -  (crédito: Mylenna Veríssimo)
Distintos Filhos volta com novo disco Entre corpos nus e frases feitas - (crédito: Mylenna Veríssimo)

Nove anos depois do último disco, a banda Distintos Filhos lança o álbum Entre corpos nus e frases feitas. Para celebrar o novo projeto e relembrar canções dos discos Distintos filhos, de 2011, e Exílio, de 2017, a banda formada por Paulo Veríssimo (voz/guitarra), Ivo Portela (baixo) e Marcos Amaral (teclado) realizou show no Teatro Nacional. 

Com seis faixas, Entre corpos nus e frases feitas aborda temas contemporâneos, como o excesso de informação, a tecnologia e o imediatismo. "Acho que, em termos temáticos, conseguimos sair do 'exílio' introspectivo do disco anterior e trazer canções que pensam e questionam o mundo atual, esse que a gente vê mudar muito rapidamente diante de nossos olhos", explica Marcos Amaral.

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O álbum foi produzido por Dado Villa-Lobos, guitarrista da Legião Urbana, e Rodrigo Suricato, vocalista do Barão Vermelho, também instrumentistas nas faixas (Des)encontro, A cura e Eu não ligo. Para Paulo Veríssimo, letrista de todas as canções do novo projeto, a experiência de trabalhar com a dupla foi um "doutorado musical".

"Esse trabalho começou com o Suricato, na pré-produção, e vivenciamos um processo completamente diferente na forma de construir as canções. Suricato tocou junto, mudou alguns arranjos, deu de fato sua identidade em algumas canções, sem modificar a essência da música", conta. "Já o Dado somou com a gente em timbres, alguns detalhes minuciosos de arranjos. Ele lapidou o 'diamante' e colou na caixa bonita para presente."

As faixas do novo disco também trazem homenagens a grandes nomes do rock nacional e internacional. Rir ou chorar, por exemplo, relembra a sonoridade do rock nos anos 1970; Tem sempre uma canção é inspirada nos Beatles; e A cura, na banda britânica The Cure. "Acho que o mundo anda meio 'desencantado' e isso leva as pessoas a viverem demais no presente e a negarem suas raízes, suas tradições; essa coisa que traz aura e uma certa magia às coisas e lugares", afirma Marcos. 

O tecladista considera que, com o amadurecimento da banda, que completa 22 anos em 2026, os músicos passaram a trabalhar de forma mais despretensiosa e colaborativa. "No final das contas, fomos nos libertando de uma certa necessidade latente por agradar ou da tentativa de alcançar um nicho X ou Y e fomos nos conectando com o que a gente, de fato, queria fazer, em termos musicais", diz sobre Entre corpos nus e frases feitas.

*Estagiária sob a supervisão de Severino Francisco

 


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postado em 08/09/2026 05:01
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