
Dezessete anos depois de subir pela primeira vez sozinho ao palco da Festa do Peão de Barretos, Michel Teló voltou ao mesmo lugar para apresentar um novo lançamento. No último sábado (29/8), em uma apresentação que marcou o aniversário de sua trajetória solo, o cantor lançou o álbum Sertanejinho 2. O projeto reúne músicas conhecidas de outros artistas e grupos com novos arranjos e a sonoridade sertaneja de Teló.
O novo álbum é uma continuidade do Sertanejinho Vol. 1, lançado em maio de 2025. A ideia nasceu ao reunir músicas que fazem parte da memória de Teló, e criar releituras com a banda. Para a segunda edição, o processo foi novamente construído a partir da interação entre os músicos, que criaram novos arranjos e novas combinações para as canções. “Gostei tanto de fazer o 1 e me diverti tanto este ano que resolvemos fazer o 2”, afirmou o cantor.
O repertório do Sertanejinho do Teló 2 inclui canções de nomes como Zezé Di Camargo e Luciano, Kid Abelha, Raça Negra, Jota Quest, Seu Jorge, Bruno e Marrone, e Bob Marley. Entre as faixas estão clássicos como Burguesinha, Na Rua, na chuva na fazenda e Cheia de manias, do Raça Negra, que ganhou sanfona e elementos clássicos das músicas de Teló. Além dessas, o álbum conta ainda com No mesmo olhar, de Chrystian & Ralf, relacionada pelo cantor à história com a esposa, Thaís Fersoza. “É uma música que a gente gosta muito lá em casa, e tem muito a ver com a minha história com a Thais. Quando comecei a cantar a música eu já olhei para a Thais e ela olhou para mim, já rolou um coraçãozinho”, conta.
Gravado em São Paulo, com o pôr do sol da cidade como cenário, o projeto reúne amigos, integrantes do fã-clube e pessoas que acompanham a trajetória do artista. A mistura de ritmos, segundo o cantor, mantém uma característica presente desde os primeiros anos de sua carreira. Antes de seguir carreira solo, Teló integrou o grupo Tradição, no qual ganhou projeção no cenário sertanejo. Em 2009, iniciou a trajetória individual e, nos anos seguintes, emplacou sucessos como Fugidinha e Ai se eu te pego, além de participar de projetos de televisão como Bem Sertanejo e The Voice Brasil. Ao voltar a Barretos, 17 anos depois, o cantor encontrou no novo álbum uma forma de celebrar o caminho percorrido sem abandonar a identidade que construiu desde os primeiros palcos.
*Estagiária sob a supervisão de Severino Francisco

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