CULTURA E POLÍTICA

Bad Bunny para Lula: Por que artistas globais entram na política do Brasil?

Na campanha de 2026, astro porto-riquenho autoriza uso de hit de 2025 para Lula; entenda o fenômeno de apoios internacionais

Bad Bunny Lula -  (crédito: Divulgação | Ricardo Stuckert)
Bad Bunny Lula - (crédito: Divulgação | Ricardo Stuckert)

A campanha pela reeleição do presidente Lula em 2026 ganha, neste mês de setembro, um reforço internacional de peso: o astro porto-riquenho Bad Bunny. A campanha afirma ter recebido autorização para usar uma versão adaptada de seu sucesso "Lo Que Le Pasó a Hawaii", lançado em janeiro de 2025 como parte do álbum "Debí Tirar Más Fotos". O vídeo da propaganda, que conta com narração do ator Wagner Moura e viralizou nas redes, usa a música com uma letra em português sobre soberania nacional e menciona Flávio Bolsonaro e Donald Trump, expondo uma estratégia cada vez mais comum na política brasileira.

O apoio de celebridades globais a candidatos no Brasil vai além de uma simples manifestação de afinidade ideológica. Trata-se de um movimento calculado que busca alcançar públicos específicos, principalmente os mais jovens e os que se mantêm distantes do debate político tradicional. Ao associar sua imagem a um artista popular, o político ganha um selo de validação e modernidade.

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Essa aliança funciona como uma via de mão dupla. Para o candidato, o endosso de uma figura internacional de renome pode furar a bolha de seus eleitores cativos e gerar mídia espontânea, ampliando o alcance de sua mensagem. A associação com causas defendidas pelo artista, como pautas ambientais ou de direitos humanos, também ajuda a reforçar uma imagem positiva.

Para o artista, posicionar-se politicamente em um mercado importante como o Brasil fortalece sua marca e engaja sua base de fãs local. É uma forma de demonstrar que seus valores e preocupações ultrapassam fronteiras, criando uma conexão mais profunda com o público que consome sua arte.

Fenômeno não é novo: relembre apoios passados

O apoio de Bad Bunny em 2026 segue uma tendência de anos anteriores, na qual artistas internacionais se posicionaram sobre a política brasileira, principalmente durante períodos eleitorais. Confira alguns exemplos históricos:

  • Mark Ruffalo: Durante as eleições de 2022, o ator foi um dos mais ativos nas redes sociais, declarando apoio a Lula e criticando as políticas ambientais do governo da época.

  • Leonardo DiCaprio: Também em 2022, o ator usou sua plataforma para incentivar o voto dos jovens brasileiros, destacando a importância da eleição para o futuro da Amazônia.

  • Danny Glover: Com um longo histórico de engajamento com movimentos sociais no Brasil, o ator já manifestou apoio a Lula em diversas ocasiões ao longo dos anos, incluindo em campanhas eleitorais anteriores.

Em um mundo conectado, onde a influência digital redefine as regras do jogo, a aliança entre estrelas globais e a política local se consolida como uma ferramenta poderosa para moldar a percepção pública e mobilizar eleitores. O palco não é mais apenas o comício, mas também o feed das redes sociais.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 24/09/2026 12:32 / atualizado em 24/09/2026 12:32
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