Cinema

Filme ‘Um tio quase perfeito 3’ chega aos cinemas nesta quinta-feira (8/10)

Dirigida por Pedro Antônio e protagonizada por Marcus Majella, a sequência da franquia leva Tio Tony e seus sobrinhos a uma nova aventura com a chegada de um bebê misterioso

Sequência
Sequência "Um tio quase perfeito 3" estreia nos cinemas no dia 8 de outubro - (crédito: Divulgação)

Após cinco anos do último lançamento, a franquia Um tio quase perfeito retorna aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (8/10). O filme começa com o Tio Tony (Marcus Majella) tomado pela sensação de “ninho vazio” e abandono pelos sobrinhos, que cresceram e estão independentes. Porém, tudo muda quando uma bebê é deixada na porta de sua casa e, ao acolhê-la, a vida dele se enche de desafios e confusões, como trocas de fraldas, noites sem dormir e visitas à delegacia.

A comédia é um gênero com o qual o público brasileiro está bem acostumado e que figura entre as maiores bilheterias a cada ano. Segundo o diretor Pedro Antônio, a comédia precisa estar próxima da realidade e levar elementos que melhorem a qualidade da produção. “Há um potencial na nossa cinematografia em enxergar a vida pela lupa do humor”, explica. Para o ator Marcus Majella, o gênero é capaz de gerar reflexão nas pessoas enquanto as faz rir. “Como nosso eterno Paulo Gustavo disse: ‘Rir é um ato de resistência’”, cita.        

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Além da comédia, Um tio quase perfeito 3 é voltado principalmente para as famílias. O diretor destaca a importância de acolher o público infantil e transformar a experiência cinematográfica em algo coletivo. “É uma forma de perpetuar mais um modelo de gênero voltado para expandir o número de espectadores nas salas de cinema.” Encantado com a recepção das crianças, Majella também sente um senso de responsabilidade com elas. “Um grande presente que o filme me trouxe é que as crianças são apaixonadas pelo Tio Tony. É muito engraçado como elas vibram com o filme”, comenta.    

A sequência da saga trouxe algumas mudanças em relação aos outros filmes. Segundo Majella, o personagem amadureceu e agora passa pelos desafios e pela solidão de ter o “ninho vazio”. “Mas o público ainda vai se surpreender muito, pois há a chegada de uma nova integrante, a bebezinha Alice, que vai virar tudo de cabeça para baixo”, comenta o ator. A bebê é a grande novidade na trama. O diretor define que o longa se apoia em temas como adoção, perda e renovação. 

O cinema brasileiro enfrenta uma desvalorização e desafios que independem da qualidade dos filmes. O diretor Pedro Antônio aponta como um dos problemas a falta de divulgação. “O cinema deixou de ser um evento semanal para virar um evento seletivo. Então, se a sua campanha não penetra na vida cotidiana de alguma forma, por melhor que seja o seu filme, ele não leva ninguém ao cinema”, adverte. “O desafio hoje é mostrar, antes de o filme chegar, que aquele dinheiro do ingresso vale a pena.” 

*Estagiária sob supervisão de Nahima Maciel

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postado em 06/10/2026 16:48
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