Call of Duty volta para mais um capítulo da franquia de ação e tiro da Activision Blizzard. A história coloca o jogador na pele de Park Hyun Jun, um soldado coreano que é pego de surpresa junto com sua equipe no meio de uma invasão pela Coreia do Norte. A trama coloca o jogador nesse caos, e como um filme de guerra hollywoodiano deixando você imerso o tempo todo e pronto para agir.
Campanha e missões
A aproximação deste modo campanha foi extremamente diferente do último jogo de COD, Black Ops 7, que em teoria, era a vertente mais tática e militar da franquia e acabou se desviando para a ficção científica pesada e até fantasia. COD: MW4 aposta ao mesmo tempo em manter o pé no chão no combate e misturar armas táticas “possíveis”. Os personagens da companhia coreana que jogamos grande parte do jogo, possuem um grande carisma e diálogos que os tornam menos NPCs e mais soldados perdidos no meio de uma guerra surpresa.
O jogo é dividido em missões, algumas delas assumimos o soldado Park interpretado por Young Mazino de Treta e em outros momentos voltamos ao velho conhecido da franquia, o capitão John Price, que vai clandestinamente atrás de inimigos do estado após descobrir que Makarov, um terrorista perigoso, ainda está vivo, contudo, Price descobre que uma nova trama política está se desenrolando por trás das cortinas. Um misterioso homem chamado O Arqueiro - interpretado por Mads Mikkelsen - é quem influencia o ditador da Coreia do Norte a iniciar uma guerra com a nação irmã.
Muitas das missões seguem um trilho, com o jogador lidando com diversos inimigos e chegando até o fim. Mas apesar desta estrutura simples, isso não consegue diminuir a quantidade de diversão e o esmero nítido que foi colocado em polir cada aspecto do jogo. A movimentação está absurda, os efeitos sonoros e visuais, principalmente durante explosões e clarões, mostra como COD evoluiu para melhor graficamente.
Um outro tipo de missão aplicado, que fez o jogo subir vários pontos para mim, foi uma missão meio roguelike, com o jogador sendo solto em um mapa de “mundo aberto”, tendo três objetivos principais para cumprir. Contudo o mapa é recheado de postos de controle e inimigos que soltam suprimentos que podem ser trocados na base principal por itens melhores. E assim, o jogador pode colocar novos adicionais em armas adquiridas no campo de batalha, pegar botas que o façam se mover mais rápido, uma camuflagem para a neve. Esse trecho inteiro, apesar de contar com várias partes roteirizadas, é fantástico e extremamente inovador para a franquia, como se fosse um momento de Far Cry da Ubisoft em COD.
Jogabilidade e armas
O título conta um catálogo bem extenso de armas e de vários tipos, pistolas, metralhadoras, lança mísseis, escopetas e etc. Cada uma delas conta com efeitos e impactos tanto nos inimigos, quanto no personagem de forma diferente. Em COD, o jogador pode mirar, disparar, se agachar, deitar no chão, e olhar por cima de coberturas para efetuar tiros ainda escondido, algo parecido com o sistema de Rainbow Six Siege. Uma das coisas na mira, foi o quanto o jogo evoluiu em detalhes, um desses que fez ficar embasbacado, foi o foco de distância, com as coisas muito longe ou fora da mira quando o jogador a utiliza, completamente desfocadas, como se agisse da mesma forma que o olho humano.
O jogo também conta com uma seleção de itens para auxiliar o controle de multidões inimigas, como granadas de fragmentação, de luz, facas de arremesso e a adição de drones bomba.
Outro destaque que vale apontar, é que o jogo também implementou um combate desarmado para os momentos de Quick Time Events - Eventos de rápida reação - majoritariamente durante as partes de John Price, que dão uma dinâmica às cenas e cobram o jogador de reflexo. Uma adição bem-vinda que torna novamente o jogo em uma ação frenética e irrefreável.
Outros modos
O tradicional modo de multijogador retorna no famoso mata-mata em equipes, um dos fortes atrativos para os fãs da franquia. Mas o título traz uma novidade de peso, o modo DMZ. Inspirado pela onda popularizada dos Extraction Shooters - Tiro e extração - por Arc Raiders. Aqui os princípios são basicamente os mesmos, um grupo de 3 jogadores vai até uma área perigosa - em COD uma parte abandonada da Coreia do Norte que esconde armas nucleares - enfrenta inimigos, coleta equipamentos para a venda e consegue novos itens com diferentes graus de raridade.
A maior diferença é a quantidade de inimigos que estão espalhados pelo mapa, quase aleatoriamente, com algumas áreas especiais surgindo inimigos mais poderosos e que podem dar itens melhores. Com o equipamento coletado e a mochila cheia, o jogador pode ir para uma saída próxima e retornar a base, contudo, se cair em campo perde tudo que levou e tudo que coletou. A proposta casa como uma luva com a jogabilidade de COD e diverte aqueles que quiserem juntar os amigos e tentar sobreviver o máximo que conseguir.
Considerações Finais
A trama do modo história apesar de ser extremamente simples possui reflexos crueis da realidade e até acena para outras guerras do mundo real, como o Dia D e as Trincheiras. A quantidade e a variedade de detalhes do novo título é de se aplaudir a Infinity Ward por conseguir inovar Call of Duty mais uma vez. E assim como outras críticas ressaltaram, MW4 é um COD diferente dos outros e entrega além do esperado.
Nota: 9/10
Call of Duty: Modern Warfare 4 está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2.
*Está análise foi feita com uma cópia enviada pela Activision Blizzard Brasil para PlayStation 5
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