Comércio Exterior

Brasil e EUA têm uma relação histórica, é "ganha-ganha", diz secretária do Mdic

Tatiana Prazeres demonstrou otimismo com virada do ano, após diminuição do ritmo de queda das exportações para o país norte-americano

Secretária de Comércio Exterior recordou que ainda há itens da pauta exportadora Brasil-EUA sujeitos à tarifa adicional de 50% -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Secretária de Comércio Exterior recordou que ainda há itens da pauta exportadora Brasil-EUA sujeitos à tarifa adicional de 50% - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Em meio às tensões no cenário geopolítico após os últimos movimentos do presidente do Estados Unidos, Donald Trump, que ordenou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e disse que pretende anexar a Groenlândia, a secretária de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Tatiana Prazeres, disse que o Brasil ainda deve trabalhar com os EUA para reduzir as tarifas de importação que ainda afetam milhares de produtos brasileiros.

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Prazeres recordou que ainda há itens da pauta exportadora Brasil-EUA sujeitos à tarifa adicional de 50%. De acordo com os números do Mdic, 22% ainda estão sob efeito da alíquota máxima desde o mês de agosto de 2025. Produtos como máquinas e equipamentos, móveis e calçados integram essa lista, que é tratada como prioridade da secretaria neste momento, segundo a secretária, em conversa à Globonews, nesta quarta-feira (7/1).

Durante a entrevista, ela defendeu a “relação histórica” entre os dois países e o esforço do ministério para reverter as tarifas. O comércio entre os dois países é ganha-ganha, e todo o empenho do governo brasileiro ao longo destes meses foi de negociar”, disse.

Nesta terça-feira (6), o Mdic publicou os dados da balança comercial brasileira em 2025. De acordo com a pesquisa, as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6% no ano, sobretudo em razão das quedas nos meses de agosto e setembro, quando o tarifaço estava no auge. Apesar da queda anual, a secretária reforçou que em dezembro já houve uma redução desse ritmo negativo.

“Em outubro, a queda das exportações chegou a mais de 30%, já em dezembro o resultado das exclusões negociadas com o governo dos EUA foi de queda de 7%”, destacou a secretária, que ainda reforçou que o cenário para 2026 ainda deve ser de incertezas no campo do comércio internacional. “Ao mesmo tempo em que buscamos ampliar acesso a outros países, precisaremos lidar com barreiras impostas por esses mercados”, avaliou.

*Com informações da Agência Estado

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postado em 07/01/2026 15:39 / atualizado em 07/01/2026 15:41
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