BRASÍLIA SUMMIT

Ex-ministro defende biometria para reduzir fraudes e reforçar segurança

Durante o evento realizado pelo Lide, em parceria com o Correio, Gustavo Canuto afirmou que tecnologias de identificação biométrica podem reduzir perdas em políticas de gratuidade

Para Canuto, gratuidade nos transportes
Para Canuto, gratuidade nos transportes "precisa vir acompanhada da garantia de que o benefício concedido pelo concessionário será reembolsado pelo Estado" - (crédito: Reprodução/YouTube)

Durante a 8ª edição do Brasília Summit, realizada nesta quarta-feira (5/8), em Brasília, o ex-ministro do Desenvolvimento Regional e vice-presidente do Grupo GTI, Gustavo Canuto, defendeu que a inovação tecnológica pode contribuir para ampliar a competitividade, fortalecer os investimentos e garantir maior segurança jurídica nos contratos de concessão.

O evento é promovido pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais em parceria com o Correio Braziliense.

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Segundo ele, apesar de o país já contar com um amplo conjunto de normas regulatórias para o setor de infraestrutura, o principal ponto de atenção continua sendo a preservação do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. "Já temos todos os marcos, todos os registros e todas as normas, mas há algo essencial, que é a cláusula pétrea: o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos", afirmou.

Canuto destacou ainda que todo investimento envolve riscos e que a previsibilidade é determinante para que empresas decidam aplicar recursos em projetos de maior duração. Pare ele, o empresário precisa ter a segurança de que haverá retorno, principalmente no longo prazo.

Ao abordar a realidade do transporte coletivo urbano, o ex-ministro chamou atenção para o impacto das gratuidades nos contratos de concessão.

De acordo com dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) apresentados por Canuto, cerca de 27% dos passageiros do transporte coletivo por ônibus possuem algum tipo de gratuidade, o que representa impacto equivalente a 21,7% da receita das concessões.

Ressarcimento

Segundo Canuto, o direito às gratuidades não está em discussão, mas é necessário aperfeiçoar os mecanismos de ressarcimento aos concessionários.

"A gratuidade em si não se discute. Ela representa a parceria entre a política pública e o investimento privado. Portanto, é essencial que exista, mas ela precisa vir acompanhada da garantia de que o benefício concedido pelo concessionário será reembolsado pelo Estado", afirmou.

*Estagiário sob a supervisão de Victor Correia

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postado em 05/08/2026 13:04
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