
O Supremo Tribunal Federal inicia, amanhã, o julgamento das ações que definem o vínculo trabalhista entre motoristas e entregadores de aplicativo e as plataformas digitais. Ontem, em café da manhã com jornalistas, representantes do Ifood defenderam que alguns direitos sejam assegurados ao motorista, mas que ele siga como autônomo.
"Existe acordo sobre classificação jurídica desse trabalhador, ou seja, não é CLT. Não se faz na CLT. Ele é um trabalhador autônomo, mas tem direito a uma série de benefícios e e direitos", disse o vice-presidente de Políticas Públicas e Relações Governamentais do Ifood, João Sabino, referindo-se aos debates que vêm ocorrendo entre Legistilativo, Executivo, Judiciário e representantes das empresas e dos entregadores.
Impacto na economia
No café da manhã com jornalistas, a empresa apresentou a nova pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) impacto do iFood na economia, mostrando que a empresa brasileira movimentou R$ 167 bilhões em 2025, o que correspondeu a 0,70% do Produto Interno Bruto (PIB) país. O valor considera os impactos gerados por toda a cadeia produtiva relacionada à plataforma e representa crescimento de 19% em relação ao ano anterior. De acordo com o levantamento, o montante movimentado pela plataforma também supera o PIB individual de seis estados, entre eles Rondônia, estimado em R$ 88 bilhões, Tocantins, com R$ 74 bilhões, e Sergipe, com R$ 70 bilhões. Desde 2020, a movimentação financeira associada à empresa cresceu 175%, ritmo 2,5 vezes superior ao avanço acumulado do PIB brasileiro no mesmo período.
De acordo com o estudo, a plataforma foi responsável pela geração de 1,18 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos em 2025.
O iFood também anunciou um novo programa "Na Rota da Casa Própria". A iniciativa está disponível para entregadores Super Diamante, classificação que reúne os entregadores com melhor engajamento e mais de 12 meses de participação no programa Super Entregadores, na cidade de São Paulo. O Na Rota visa aumentar o acesso de entregadores do aplicativo para financiamentos de imóveis. Uma pesquisa interna da empresa mostrou que 72% dos entregadores gostariam de conquistar a casa própria. O Ifood afirma que pode ampliar o programa no futuro para outras categorias e regiões. O acesso ao programa acontece pelo aplicativo do Entregador iFood. Os interessados podem gerar o histórico de ganhos obtidos na plataforma. Com esse documento, o entregador segue para os canais oficiais das construtoras, onde o imóvel é escolhido e a documentação é validada.

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