
O Rock in Rio voltou a movimentar o consumo na cidade do Rio de Janeiro. Durante o festival, o faturamento nominal do varejo físico cresceu 5,4% em relação a um período equivalente de 2025, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Os dados não consideram o efeito da inflação.
O percentual é praticamente o mesmo da edição de 2024, quando o ICVA apontou um crescimento de 5,5%. As taxas comparam o desempenho do varejo em janelas equivalentes do ano anterior a cada festival, dimensionando a movimentação econômica gerada pelo evento.
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Perfil de consumo muda em 2026
Embora o crescimento geral seja similar, a composição do consumo mudou. Em 2026, o segmento de Recreação & Lazer foi o maior destaque, com expansão de 17,3%, superando os 12% registrados na edição de 2024. Bares & Restaurantes também aceleraram, passando de uma alta de 4% para 8,6% neste ano.
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Já o setor de Turismo & Transporte, diretamente associado a grandes eventos, cresceu 11,8%. O resultado, embora expressivo, ficou abaixo dos 13,1% registrados durante o festival de 2024.
A edição deste ano do Rock in Rio terminou com mais de 700 mil pessoas, mas quatro das sete datas ainda tinham ingressos disponíveis, um sinal de demanda menos aquecida que em outros anos.
Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, afirma que o impacto econômico não depende apenas do público. "Há também fatores como perfil do público, tíquete das compras e o tipo de consumo realizado na cidade", explica. "Nesta edição, vemos uma força especialmente grande nas atividades de lazer e em bares e restaurantes".
Outros setores também tiveram desempenho positivo. Postos de gasolina registraram alta de 10,5%, supermercados avançaram 4% e o segmento de Drogarias e Farmácias cresceu 3,3%. Os demais setores do varejo carioca tiveram alta de 7%.
A análise por grandes grupos também evidencia diferenças no comportamento do consumo. Bens Duráveis tiveram expansão de 15,0%, enquanto Serviços avançaram 8,1% e Bens não Duráveis, 3,8%.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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