O investimento de casas de apostas em publicidade na TV brasileira caiu 34,5% após a Copa do Mundo. O período do torneio foi marcado por críticas a propagandas consideradas abusivas por parte dessas empresas.
Segundo levantamento da empresa Tunad, obtido pela coluna F5, da Folha de S.Paulo, o valor investido passou de R$ 234,2 milhões durante o mundial para R$ 153,5 milhões no período seguinte. A análise considerou anúncios em TV aberta, TV paga e plataformas digitais.
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Para a comparação, a pesquisa utilizou um período de 78 dias, dividido em dois intervalos. O primeiro foi de 11 de junho a 19 de julho, durante a Copa, e o segundo, de 20 de julho a 27 de agosto.
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A média diária de investimento em televisão despencou de R$ 6 milhões para R$ 3 milhões após o torneio. No pico de publicidade durante a competição, entre 18 e 24 de junho, a média diária atingiu R$ 7,07 milhões. Na primeira semana completa pós-Copa, entre 20 e 26 de julho, o número caiu para R$ 2,95 milhões.
Reação do público e novas regras
A redução é analisada no mercado sob dois aspectos. O primeiro é a forte repulsa do público às ações publicitárias da Copa, que chegaram a mostrar cotações irreais durante algumas transmissões.
O segundo ponto é a repercussão que a reação negativa teve nas emissoras. Globo, Record e CazéTV criaram códigos mais rígidos para firmar contratos com casas de apostas.
A Record, por exemplo, desistiu de ter a Betano como uma das patrocinadoras da atual temporada de A Fazenda. A Globo avalia vetar ações do tipo no BBB 27, programado para janeiro, e restringiu apresentadores de fazerem propagandas testemunhais em seus programas. Luciano Huck foi um dos que deixaram de anunciar a MGM Bet.
O projeto esportivo da LiveMode, que tem Casimiro Miguel como sócio, também passou a evitar testemunhais de narradores durante jogos ao vivo, priorizando propagandas nos intervalos comerciais.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
