INFLAÇÃO

IGP-DI acelera para 1,50% em setembro, influenciado por commodities agrícolas e energia

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também voltou a subir, passando de uma queda de 0,37% em agosto para alta de 0,67% em setembro.

O resultado foi pressionado, em parte, pelas commodities agrícolas, como soja, farelo de soja e milho -  (crédito: Emater-DF)
O resultado foi pressionado, em parte, pelas commodities agrícolas, como soja, farelo de soja e milho - (crédito: Emater-DF)

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,50% em setembro, segundo dados divulgados pelo FGV-Ibre nesta quarta-feira (7/10). O resultado representa aceleração em relação à alta de 0,06% registrada em agosto. Com o resultado, o índice acumula alta de 3,72% em 2026 e de 3,80% nos últimos 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou de 0,10% em agosto para 1,95% em setembro. O resultado foi influenciado pelas commodities agrícolas, como soja, farelo de soja e milho, pelo reajuste da gasolina automotiva e pela alta de 2,94% nas Matérias-Primas Brutas.

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também voltou a subir, passando de uma queda de 0,37% em agosto para alta de 0,67% em setembro. Entre os fatores que pressionaram o indicador estão os preços de Habitação, com a alta da tarifa de energia elétrica após o fim dos descontos do Bônus de Itaipu, e de alimentos in natura, como tomate e batata-inglesa. O Índice de Difusão ficou em 59,68%.

Na construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou de 0,66% para 0,22% no período. O resultado foi influenciado pelo menor ritmo de aumento nos custos de mão de obra.

O FGV-Ibre também divulgou o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), que subiu 0,28% em setembro. No acumulado em 12 meses, o indicador passou de 5,09% em agosto para 5,08% em setembro.

Entre as capitais analisadas, Porto Alegre registrou a maior alta mensal, de 0,57%. No Rio de Janeiro, o IVAR subiu 0,45%, mantendo o nono mês consecutivo de alta. Em São Paulo, o índice desacelerou de 0,30% para 0,15%. Belo Horizonte registrou estabilidade, com variação de 0%, após alta no mês anterior.

Na comparação em 12 meses, o IVAR desacelerou no Rio de Janeiro, de 6,37% para 5,77%; em Belo Horizonte, de 8,47% para 7,88%; e em São Paulo, de 4,58% para 4,35%. Porto Alegre foi a única capital a registrar aceleração, passando de 3,36% para 4,36%.


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postado em 07/10/2026 09:53 / atualizado em 07/10/2026 10:00
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