
A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo homologou, nesta quarta-feira (7/10), o plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA). O plano havia sido apresentado pela companhia em 5 de maio de 2026.
A recuperação abrange R$ 4,568 bilhões em créditos quirografários que não estão relacionados a operações correntes de fornecimento de produtos, mercadorias, prestação de serviços ou aluguéis. A companhia obteve a adesão de credores titulares de 57,49% desses créditos, percentual superior à maioria exigida pela legislação.
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Com a homologação judicial, os créditos sujeitos ao plano são considerados novados e passarão a ser pagos de acordo com uma das três opções de pagamento escolhidas pelos credores.
A reestruturação do passivo quirografário não corrente prevê, entre outras medidas, a emissão de novas debêntures e a captação de novos recursos. Segundo o GPA, as medidas fazem parte do redimensionamento da estrutura de capital da companhia e devem contribuir para a continuidade das operações, além de gerar impacto positivo no serviço da dívida e na liquidez de curto prazo.
Como parte da implementação do plano, o GPA dará sequência à celebração dos instrumentos relacionados aos novos recursos e aos créditos sujeitos. A companhia prevê a captação de R$ 200 milhões.
O GPA informou ainda que as operações seguem normalmente e que a companhia está em dia com as obrigações junto a fornecedores, clientes e demais parceiros que não integram a recuperação extrajudicial.
Segundo a empresa, a homologação representa mais uma etapa da readequação dos passivos e da busca pela sustentabilidade financeira da companhia. O GPA afirmou que continuará informando acionistas e o mercado sobre eventuais desdobramentos relevantes relacionados ao plano.





