ARBITRAGEM

CBF apresenta grupo de árbitros profissionais e cria "rebaixamento"

Entidade anuncia, nesta terça (27/1), programa de profissionalização da arbitragem e promete rigor, salário-fixo e forte preparação

Evento organizado pela CBF e responsável pelo anúncio, realizado nesta terça-feira (27/1), na sede da entidade, no Rio de Janeiro -  (crédito: Foto: Rafael Góes/CBF)
Evento organizado pela CBF e responsável pelo anúncio, realizado nesta terça-feira (27/1), na sede da entidade, no Rio de Janeiro - (crédito: Foto: Rafael Góes/CBF)

Depois da alteração do calendário e da instituição do fair-play financeiro, a CBF dá mais um passo para combater problemas estruturais do futebol brasileiro. Nesta terça-feira (27/1), a entidade anunciou o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem nacional, que contemplará inicialmente 72 árbitros.

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Com base nas performances em 2024 e 2025 e no uso do distintivo da FIFA, a CBF selecionou 20 árbitros, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR) para firmarem contrato no modelo pessoa jurídica com a entidade.

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A CBF vai investir cerca de R$ 195 milhões para o desenvolvimento e profissionalização dos árbitros no biênio 2026/2027. O início será a partir de 1º de março. Os contratos com os árbitros terão assinatura ao longo do mês de fevereiro e com duração até o final de cada ano. Mesmo com a assinatura, pelo menos dois árbitros serão rebaixados e outros serão promovidos.

Em uma apresentação com as presenças de dirigentes de clubes e federações, o Grupo de Trabalho, encabeçado por Netto Góes (presidente), Helder Melillo (diretor-executivo da CBF), Davi Feques (gerente geral da CBF Academy) e Rodrigo Cintra (presidente da Comissão de Arbitragem) detalhou as inúmeras mudanças.

O PRO (programa de profissionalização da arbitragem brasileira) foi desenhado com a participação de representantes de 38 clubes das Séries A e B, além de consultores especializados. Ele tem quatro pilares: Estrutura Geral, Excelência com a Saúde, Capacitação Técnica, e Tecnologia e Inovação.

Remuneração

Os árbitros, portanto, terão salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade, sem a obrigação de exclusividade. Neste primeiro momento, o modelo é para o Brasileirão da Série A, mas os árbitros profissionalizados poderão trabalhar em outras competições. Especificamente para a remuneração fixa dos árbitros, o orçamento da CBF está na casa de R$ 12 milhões por ano.

Além da remuneração específica, os 72 árbitros vão ser avaliados sistematicamente por observadores e uma comissão técnica contratada pela CBF. Receberão, assim, notas por uma composição de variáveis, como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. Integrarão um ranking que terá atualização a cada rodada.

Como será o rebaixamento?

A CBF, portanto, entende que o sistema de rebaixamento e promoções vai ajudar os árbitros a se manterem motivados. A análise de quem entra e sai do quadro profissional se dará por um ranking atualizado a cada rodada, mas ele não será público. Além disso, o ranking também vai balizar escalas para os jogos do Brasileirão.

Preparação

Os pioneiros da profissionalização da arbitragem brasileira, aliás, vão dispor de planos individualizados, com uma rotina semanal de treinos, e estarão sob monitoramento tecnológico. Eles vão contar com todo suporte na área de saúde e passarão por quatro avaliações anuais, com testes físicos e de simulação de jogo.

Haverá ainda uma rotina de capacitação, com imersões mensais, com aulas teóricas, testes e sessões práticas em campo. Poderão, assim, dispor de recursos da análise de desempenho, com feedbacks individualizados após cada partida, em que discutirão lances polêmicos.

Por fim, o recado da CBF é claro: o árbitro só apitará os jogos se cumprir as metas semanais. A ideia, afinal, é tratá-los como se fossem jogadores e usar a tecnologia como aliada.

Mais mudanças na arbitragem:

– Nova central do VAR, com uma estrutura mais confortável e uma sala mais segura.
– Encontros mensais e monitoramento tecnológico por meio do "kit da arbitragem", que terá um smartwatch.
– Haverá avaliação a cada trimestre. Em caso de reprovação, ficará fora por três meses e receberá apenas o valor fixo.
– Uma rescisão contratual unilateral por parte da CBF pode acontecer em caso de recorrência de falhas.
– Alguns jogos da Série A do Brasileirão poderão ter árbitros que não pertençam ao quadro de elite
– A nova "geladeira" inclui um protocolo de afastamento por 28 dias, e o árbitro retorna em uma divisão anterior.
– Os jogos da Série A terão, até o fim desta temporada, todos os recursos tecnológicos aprovados pela FIFA: VAR, impedimento semiautomático, refcam e tecnologia da linha do gol

Veja a lista da arbitragem

20 Árbitros Centrais

Alex Stefano, Anderson Daronco, Braulio Machado, Bruno Arleu, Davi Lacerda, Edina Batista, Felipe Lima, Flávio Souza, Jonathan Pinheiro, Lucas Casagrande, Lucas Torezin, Matheus Candançan, Paulo Zanovelli, Rafael Klein, Ramon Abatti, Raphael Claus, Rodrigo Pereira, Savio Sampaio, Wagner Magalhães e Wilton Sampaio.

40 Assistentes

Alessandro Matos (CBF), Alex Ang (FIFA), Alex Dos Santos (CBF), Alex Tomé (CBF), Andrey Freitas (CBF), Anne Kesy (FIFA), Brigida Cirilo (FIFA), Bruno Boschilia (FIFA), Bruno Pires (FIFA), Celso Silva (CBF), Cipriano Silva (CBF), Daniela Coutinho (FIFA), Danilo Manis (FIFA), Douglas Pagung (CBF), Eduardo Cruz (CBF), Evandro Lima (CBF), Fabrini Bevilaqua (FIFA), Felipe Alan (CBF), Fernanda Kruger (FIFA), Fernanda Nandrea (FIFA), Francisco Bezerra (CBF), Gizeli Casaril (FIFA), Guilherme Camilo (FIFA), Joverton Lima (CBF), Leila Naiara (FIFA), Leone Rocha (CBF), Luanderson Lima (FIFA), Luiz Regazone (CBF), Maira Mastella (FIFA), Michael Stanislau (CBF), Nailton Junior (FIFA), Neuza Back (FIFA), Rafael Alves (FIFA), Rafael Trombeta (CBF), Rodrigo Correa (FIFA), Schumacher Gomes (CBF), Thiaggo Labes (CBF), Thiago Farinha (CBF), Tiago Diel (CBF) e Victor Imazu (FIFA).

12 do VAR

Caio Max, Charly Wendy, Daiane Muniz, Daniel Bins, Diego Lopez, Marco Fazekas, Pablo Ramon, Rodolpho Tolski, Rodrigo Dalonso, Rodrigo Guarizo, Rodrigo Sá e Wagner Reway.

 


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RJ
postado em 27/01/2026 17:53 / atualizado em 27/01/2026 17:55
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