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Quem é o ET do Brasília Basquete? Conheça a identidade da mascote!

Morador de Santa Maria incorpora o personagem Spooky nas partidas no Nilson Nelson. e é um show à parte nos confrontos em casa. A trupe candanga enfrenta o Caxias nesta quinta no Jogo 4 das oitavas

A face é preservada no mais absoluto sigilo para não perder a graça, diz o extraterrestre do Brasília Basquete -  (crédito: Matheus Maranhão / Caixa Brasília mmaranhaofoto)
A face é preservada no mais absoluto sigilo para não perder a graça, diz o extraterrestre do Brasília Basquete - (crédito: Matheus Maranhão / Caixa Brasília mmaranhaofoto)

Sob o calor da fantasia e a vibração constante das arquibancadas, Jefferson Barbosa Torres, de 28 anos, é o fôlego por trás de Spooky, o carismático mascote de um E.T, do Brasília Basquete. Em cada partida disputada no Ginásio Nilson Nelson, o jovem brasiliense transcende o papel de mero animador, utilizando a energia para cativar o público e transformar a atmosfera da arena em um espetáculo à parte na capital federal. No jogo desta sexta-feira (30/4), ele estará mais uma vez no Ginásio para incendiar a torcida, no quarto duelo das oitavas de final do Novo Basquete Brasil (NBB) contra o Caxias do Sul, às 20h30.

A trajetória de Jefferson no Brasília Basquete teve início sob uma identidade diferente da atual. Em 2024, após convite do patrocinador Giraffas, o jovem assumiu o papel de uma das mascotes da rede de lanchonetes no Ginásio Nilson Nelson. Naquele período, a tarefa de dar vida ao E.T Spooky pertencia a Maykon Douglas, amigo de Jefferson.

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Com a saída de Maykon para a temporada 2025/26, Jefferson assumiu o posto de Spooky. Desde então, ele conduz a animação das arquibancadas e protagoniza os espetáculos realizados nos intervalos dos confrontos.

"As coisas foram dando certo. Fui fazendo minhas brincadeiras, pensando em coisas diferentes para chamar atenção da criançada. E aí eu fui quebrando a cabeça, pensando, tendo algumas ideias, e o pessoal foi gostando. Hoje, várias crianças querem autógrafo do Spooky. Sempre tento levar algo diferente e que agrade não só para os mais jovens, mas para os adultos também, tem vários que se amarram, brincam comigo e sempre foi dando certo", afirmou Jefferson ao Correio Braziliense.

Antes de se tornar o Spooky nas noites de jogos do Brasília Basquete no Ginásio Nilson Nelson, Jefferson tem outra missão. De segunda à sexta, das 9h às 18h, ele trabalha como CLT. O morador de Santa Maria é gerente em uma fábrica próxima à barragem de Brasília.

"Quando tem jogo aqui no Nilson Nelson, nossa casa, eu tenho que ir direto. Às vezes, nem dá tempo de lanchar. Faço isso porque eu gosto mesmo de trabalhar como mascote. Eu gosto de ver a galera chegando animada" Jefferson Barbosa

Apesar da dificuldade de movimentação dentro da fantasia, Jefferson afirma estar acostumado. Ele busca inovar constantemente e se desafia em dinâmicas para elevar o ânimo da torcida. De descidas de rapel a travessias na corda bamba, Spooky executa qualquer manobra para inflamar o ginásio.

"A dificuldade que eu tenho é pensar em algo mais difícil para realizar ali dentro, para o público ficar na loucura e pensar: "Caraca, eles fizeram isso na pegada dos mascotes do basquete fora, da NBA". Eu vejo alguns vídeos, tento imaginar algo parecido, fazer algo semelhante. Todas as brincadeiras estão dando certo", comemora Jefferson.

Ele está acostumado com o calor sob a fantasia. Os elogios colhidos no jogo motivam a permanência. O início apresentou dificuldades superadas pela prática constante.

"Muitas pessoas me perguntam: Como é que você aguenta respirar, como é que você aguenta esse calor? É uma coisa que virou costume, o calor não me incomoda mais. Eu já falei para eles que eu posso ficar cinco, seis horas ali e eles percebem que eu não me incomodo com nada. Então o calor é o de menos. O que importa é fazer a alegria pra galera se amarrar, gostar. E já cansei de ouvir: 'No próximo jogo vou ver vocês de novo. Tanto o time quanto você, mascote. Vou vir por causa de você. Você é muito animado'. Então isso me faz bem, me agrada muito", testemunha Jefferson.

Além de sempre se manter animado e extrovertido, Jefferson definiu uma regra para o mascote dos extraterrestres: ele não iria falar. "Eu não posso falar, porque querendo ou não, ET não fala, então o mascote também não fala. Tem a boca ali, mas não é para falar. Então gesticulando, muita gente entende e acaba interagindo".

Adaptação

Antes de iniciar a trabalhar no Brasília Basquete, Jefferson não acompanhava o esporte e não conhecia as regras. Contudo, após começar a viver o dia a dia da equipe, ele afirma ter se identificado com a franquia a partir do ano passado. Ao se deparar com a animação da torcida a cada cesta, ele gostaria inclusive de ir para os jogos fora da capital federal para provocar os adversários.

"Essa temporada, dos três anos que eu estou fazendo Spooky, está sendo a melhor de todas. Esse ano está surreal. A galera está vindo com força, está lotando o nosso estádio. Então isso me anima bastante. Eu não posso ver a multidão que eu já quero me jogar, fazer bagunça. Cada vitória é bagunçar, é fazer loucura, é deixar pessoas alegres, isso é o mais importante com o que o time vem fazendo. Estamos aí para mais uma vitória", diz Jefferson.

Apesar de estar à beira da quadra do Nilson Nelson, Jefferson afirma que, às vezes, é difícil assistir ao jogo. A prioridade é sempre divertir o público. "Até tento acompanhar o jogo, mas a galera quer foto, quer brincadeira, então eu tento dar mais atenção pro público", disse Jefferson.

*Estagiário sob a supervisão de Marcos Paulo Lima

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postado em 30/04/2026 00:01 / atualizado em 30/04/2026 18:32
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