Muito antes de se tornar um dos maiores nomes do basquete mundial, Oscar Schmidt teve sua trajetória moldada na capital federal. Foi em Brasília, onde aos seus 13 anos, que o "Mão Santa" deu osprimeiros passos em direção à sua carreira histórica.
Apesar de ser natural de Natal, no Rio Grande do Norte, em 1958 o maior nome da história do basquete brasilero veio morar no DF, com 13 anos e foi aqui no quadradinho onde desenvolveu sua paixão pelo basquete.
Sendo filho de militar, a mudança do atleta para Brasília seguia um padrão comum da época, quando famílias de servidores públicos e das Forças Armadas se deslocavam para a recém construída capital.
Curiosamente sua primeira paixão não foi a bola laranja e sim o futebol. Na adolescência, em influência ao técnico Zezão que percebeu o talento do jovem, o atleta deu início ao esporte de forma estruturada, no Colégio Salesiano.
O desenvolvimento real aconteceu em um dos principais centros esportivos da cidade na época, o Clube Unidade de Vizinhança, sob o comando de Laurindo Miura, onde deu seus primeiros passos. Foi ali que Oscar começou a treinar fundamentos com mais intensidade, especialmente o arremesso, que mais tarde se tornaria sua principal marca.
Ainda em Brasília, Oscar já demonstrava um nível acima da média. Aos 14 anos, participou de partidas contra equipes tradicionais, como o Minas Tênis Clube. Em pouco tempo, saiu de iniciante para promessa nacional, e mesmo ficando apenas cerca de três anos na capital, o aprendizado foi intenso e muito decisivo em sua carreira.
Ida do atleta para São Paulo
Em 1974, aos 16 anos, Oscar deixou o quadradinho para jogar nas categorias de base do Palmeiras, em São Paulo, principal polo do basquete brasileiro na época. Pouco depois, estava na seleção brasileira juvenil e em 1977, estreou na seleção principal, e foi destaque como melhor pivô do Sul-Americano. A partir disso construiu uma carreira internacional marcante, com passagens pela Europa e participações em cinco Olimpíadas.
Reconhecimento de Brasília
Mesmo com o sucesso fora dela, a ligação com Brasília nunca foi esquecida. Em 1998, Oscar recebeu o título de cidadão honorário da capital, concedido pela Câmara Legislativa. A cerimônia foi simbólica, aconteceu onde tudo começou: no próprio clube vizinhança, um um reconhecimento de que a cidade teve papel fundamental na formação do atleta.
O clube vizinhança mantém registros da sua passagem, como fotos e objetos, funcionando como um ponto de memória esportiva, a história de Oscar ainda inspira jovens atletas em Brasília
Mais que passagem, um marco
A relação entre Oscar e Brasília vai além de um período da juventude, foi na capital que além de descobrir o esporte que mudaria sua vida, desenvolveu sua técnica e construiu a mentalidade que o levaria ao topo.
*Estagiária sob supervisão de Paulo Leite
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