SÉRIE D

Gama aposta no poder de decisão de Henrique Almeida para buscar nova virada

Depois de colaborar na reação alviverde contra o América-RN nas oitavas de final, atacante herda vaga do artilheiro Felipe Clemente e se candidata a reverter a desvantagem de dois gols contra o ASA-AL pela semifinal

Entre tantos destaques da equipe do Gama em 2026, uma peça ficou por debaixo dos panos durante boa parte da temporada e apareceu no momento mais decisivo para o clube. Criado no Distrito Federal, Henrique Almeida voltou à cidade natal este ano para defender a camisa alviverde no estádio em que, na infância, assistiu com o pai ao Periquito jogar a Série A. Agora, o cara dos momentos decisivos enfrenta com o time mais um desafio: o embate contra o ASA, neste domingo (30/8), às 16h, pelo jogo de volta da semifinal da quarta divisão. Para seguir vivo, a equipe de Luís Carlos precisa buscar a virada no placar por três gols ou mais.

Em dezembro de 2025, o Gama anunciou a contratação de Henrique após se despedir do Amazonas. Nascido no DF, o atleta defende até hoje a posição de ter sido o último jogador brasileiro a conquistar a Chuteira de Ouro em um Mundial Sub-20. Essa é a primeira vez do atacante jogando em Brasília. Toda a formação de base foi feita no São Paulo e, depois, se aventurou em clubes como Grêmio, Botafogo e o tricolor paulista.

O protagonismo com a camisa alviverde surgiu na fase mais decisiva do Gama: o mata-mata da Série D. Contra o América-RN, nas oitavas de final, o Periquito precisava reverter o placar para levar a decisão para os pênaltis, e o atacante apareceu para fazer um gol de falta e deixar tudo igual. Naquele jogo, os donos da casa eliminaram o time potiguar por

4 x 3 nas penalidades.

Houve um tempo em que Henrique frequentava o Bezerrão da arquibancada ao lado do pai. Hoje, para ele, fica o sentimento de gratidão por poder viver a campanha de 2026 com a camisa alviverde. "Então, para mim, é uma sensação indescritível. Viver tudo que vivi no futebol e poder voltar a Brasília, conquistar um acesso pelo time da minha cidade e diante dessa torcida maravilhosa é muito gratificante. Aqui, tive o prazer de ir ao estádio com meu pai, quando eu era pequeno, e torcer pelo Gama na Série A do Brasileirão. Fico muito feliz em fazer parte dessa história", celebrou.

A desvantagem no placar tem sido um cenário rotineiro nos mata-matas do Gama. Após a conquista do acesso com situações parecidas durante o caminho, Henrique acredita na capacidade do time de conseguir reverter o placar. "Eu creio que o acesso era o planejamento inicial do Gama. Conseguimos concluir essa façanha. Porém, tivemos vários jogos este ano iguais a esse que vamos jogar e conseguimos reverter o resultado. Então, espero que nós possamos fazer isso mais uma vez. Time nós temos para isso, já provamos o nosso valor e espero que domingo seja um dia iluminado para o Gama", projetou.

*Estagiária sob a supervisão de Victor Parrini

 


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